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UNIÃO E FORÇA

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A criação da Frente Parlamentar da Zona da Mata, com nove deputados, entre eles cinco com domicílio eleitoral em Juiz de Fora, pode ser de especial relevância neste momento em que lideranças empresariais, a partir da iniciativa da Fiemg Regional, reúnem esforços para colocar em prática um conjunto de medidas para tirar a Zona da Mata do ostracismo econômico.

Política fiscal e tributária diferenciada para a região é a linha mestra do estudo apresentado às autoridades mineiras esta semana. A ideia, como mostrou a Tribuna na manchete dessa terça-feira, é a criação de um projeto de lei que dê à Zona da Mata condições para disputar a atração de novas empresas com outras cidades, ação considerada fundamental para fomentar a indústria e a geração de emprego e renda na região. Não dá para entrar numa guerra fiscal com municípios fluminenses, que oferecem ICMS a 2% por 25 anos, quando em Minas a alíquota é de 18%.

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A entidade defende um modelo diferenciado de desenvolvimento. Após dois anos de pesquisa, com a colaboração de economistas, empresários, políticos, representantes de entidades, entre outros, também propõe a criação da Região Metropolitana de Juiz de Fora, com um plano diretor para todos os municípios envolvidos, ações de logística e infraestrutura e a simplificação do licenciamento ambiental.

A localização estratégica das cidades da Zona da Mata, em especial de Juiz de Fora, aliada à facilidade de escoamento da produção por via terrestre, ferroviária, portuária e aérea, por si só, não podem ser tratadas como vantagens competitivas para uma região que ainda peca por graves falhas de infraestrutura e logística, a começar pelo Aeroporto Regional da Zona da Mata, concebido para cargas, mas operando com ociosidade exclusivamente para passageiros, muito em função dos atrasos na conclusão da MG-353, que vai garantir interligação com a BR-040.

É aí que a união das forças políticas da região tem vital importância, tanto no âmbito legislativo, no qual leis podem garantir condições mais favoráveis à retomada do crescimento e à integração regional, quanto no Executivo mineiro, que precisa ser sensibilizado no sentido de promover políticas efetivas para estancar o empobrecimento da nossa região. O discurso, já encampado pela maioria dos parlamentares, deve encontrar a práxi, superando as disputas que, com a chegada das eleições do próximo ano, tendem a se acentuar. Para isso, os políticos da Zona da Mata, a exemplo da Fiemg, que elaborou uma proposta globalizante sem olhar a cidade A ou B, devem enxergar para além das divisas geográficas e perceber que o eleitorado já está cansado do velho discurso de palanque, que promete desenvolvimento sem dar o passo adiante.

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