Quando se discutia a instalação da tecnologia 3G nas capitais e nas principais cidades do país, colocavam-se em questão os impedimentos legais, como em Juiz de Fora, em torno das antenas. O novo modelo exigia mais estações-base para ser eficiente. Foi aí que a Câmara Municipal entrou na discussão, alterou a lei e deu margem para a tão esperada mudança. De fato, ela aconteceu, mas sem a eficiência que se esperava. A cidade ainda tem consideráveis áreas de sombra e não recebe garantias de que serão sanadas pelas operadoras. Ao contrário, criou-se uma queda de braço em torno de diversas demandas. O Centro de Convenções, na BR-040, levou anos para garantir aos usuários o uso do aparelho celular. Era um contrassenso um espaço de negócios desconectado do mundo.
Agora, quando se fala na tecnologia 4G, mais avançada e com capacidade de transferência de dados mais eficiente, a pergunta dos usuários é: quando, de fato, vai ocorrer e qual a capacidade real de transferência em Juiz de Fora? Hoje, a despeito dos anúncios e das propostas, navegar na internet na cidade e no seu entorno não é tão simples, mesmo em banda larga. A região está na retaguarda de outros centros – alguns bem menos expressivos -, oferecendo um serviço precário se comparado à sua importância no cenário econômico. Na edição de domingo, a Tribuna revelou o drama de usuários que se frustraram com as promessas e a incerteza sobre a eficiência do novo sistema, apesar de sua reconhecida importância.
Com a pretensão de se tornar uma das subsedes da Copa do Mundo, o município deve discutir com profundidade a eficiência de seus serviços, pois serão estratégicos para outros investimentos. Hoje, alguns equipamentos, como os tablets, já são aptos a navegar pela nova banda, mas de nada adianta se não há o serviço. É o mesmo que vender carros para uma cidade sem estradas. Daí, a importância de as lideranças políticas e empresariais elaborarem um discurso único para indicar às operadoras que Juiz de Fora não pode ficar fora da quarta geração de telefonia móvel por conta de detalhes, os mesmos, aliás, que moldaram o discurso para a demora da implantação do 3G anos atrás.
