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PELA GESTÃO

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Diversos governos estaduais têm insistido, e não é de hoje, para que a União lhes transfira a competência de gerenciar as rodovias federais que cortam seu território. Em contrapartida, pedem o repasse da Cide, a contribuição que vem embutida no preço dos combustíveis, para ser revertida na conservação das estradas. Minas é vanguardista no pleito, mas até hoje não obteve resposta de Brasília. O entendimento das diversas administrações é de que o estado tem melhores condições de conhecer os problemas. E há sentido.

Juiz de Fora vive o problema da BR-440, que atualmente liga o nada a lugar algum, mas que continua sem data, sequer, para conclusão de um trecho de 300 metros, que faz dela apenas um espaço para caminhadas e pegas pelas madrugadas, além, é fato, de um transtorno constante para os moradores de seu entorno, pois, hoje, em vez de uma rodovia, são obrigados a conviver com lama em tempos de chuva e poeira na estiagem. E ainda há os riscos. Em meados do ano, por causa de um monte de areia, um motociclista morreu ao chocar-se contra uma mureta.

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A rodovia, que é federal, mas que bem poderia ser gerenciada pelo município se houvesse recursos, foi concebida num período em que as demandas ambientais eram outras, e a ocupação, como no Vale do Ipê, era ainda um projeto. Hoje, se ligar a BR-040 até a altura do Campo do Nova União, já terá sido um avanço.

A pista esquerda da Avenida Brasil também vive o dilema de ser local, mas bem que poderia ser o prolongamento da BR-267. Se fosse, poderia receber mais investimentos para sua plena recuperação, já que se tornou um dos principais pontos de escoamento do trânsito na cidade e região, mas com gargalos que precisam ser enfrentados. Se a União fizesse repasses adequados, pelos menos essas duas avenidas teriam mais utilidade.

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