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AUTONOMIA DO VOTO

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No sábado passado, o Instituto Datafolha perguntou aos paulistanos se eles mudaram ou mudariam o seu voto em razão do mensalão. 81% disseram que não alteraram sua aposta nas urnas. Entre os que mudaram o voto, 52,5% desistiram de Fernando Haddad (PT), 21,1% de José Serra (PSDB) e 24,5% de outros partidos. Para 51% dos paulistanos, o julgamento do caso não influencia na definição do voto.

Esta semana, se não ocorrer algum tipo de contratempo, o Supremo Tribunal Eleitoral começa o julgamento do núcleo político mais importante, tendo como réus o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. A pergunta que fica é: haverá repercussão nas urnas paulistanas?

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Essa indagação só será respondida no próximo domingo, quando os brasileiros vão decidir a sorte dos candidatos, mas é possível considerar que outros fatores terão peso importante na escolha do eleitor. Apontar o mensalão como causa única é apostar no equívoco. Também erra quem joga no denuncismo de reta final para capitalizar votos.

Eleições municipais são decididas pelo eleitor pragmático, que joga com o seu interesse direto, isto é, com as demandas de seu bairro ou de sua rua. O mais politizado, é certo, tem um olhar mais amplo, mas este não é maioria. São Paulo tornou-se uma exceção pela extrema politização dada ao pleito.

Portanto, é importante ficar atento ao que será dito ou feito pelos candidatos nesta reta final, pois erros de última hora já decidiram eleições. Daí, ir para o ataque pode não ser a melhor estratégia.

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