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PRÓXIMO PASSO

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Terminada a Copa das Confederações, que, de uma certa maneira, foi um dos principais catalisadores para os movimentos nas ruas, a questão a saber, agora, é qual o próximo passo: as reivindicações serão pontuais, surgirão lideranças ou o cenário continuará o mesmo? Responder a tais indagações é vital para o próprio processo que se desencadeou há cerca de um mês, a fim de garantir que tudo não tenha sido em vão. A falta de lideranças na atual conjuntura torna-se um problema, pois, até mesmo para obtenção de resultados, é preciso criar interlocutores. Alguns especialistas advertem que, se não for assim, todo o processo corre o risco de dar em nada. E ninguém quer isso.

As instâncias de poder, a começar pela Presidência da República, começam a tomar medidas para conter os danos, mas é necessário levar em conta que tanto ações como reações com base no viés emocional são perigosas, pois correm o risco de se transformarem em grandes erros. O exemplo recente foi o plebiscito convocado pela presidente Dilma Rousseff, que teve que mudar de forma ante a advertência de inconstitucionalidade.

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Da mesma forma, os movimentos também precisam, agora, filtrar suas demandas, a fim de não cobrarem o que não pode ser pago, sob o risco do impasse ou do fracasso. Na esteira do povo nas ruas, muitas questões represadas foram colocadas em cena, mas nem todas serão respondidas, ou por serem inexequíveis, ou por conta do timing de suas apresentações.

Ademais, é hora de se repensar a presença de outros atores, como os próprios partidos, por enquanto colocados à margem. Se devidamente adequados à realidade, podem ser um canal importante nas articulações, pois várias medidas dependem do Congresso Nacional e, sobretudo, da instância política.

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