As empresas de telefonia começarão a ofertar, a partir do final de setembro, um serviço de acesso rápido à internet para os consumidores brasileiros. O compromisso para efetivar o Plano Nacional de Banda Larga, que passou pelo palanque da candidata Dilma Rousseff, foi assinado e anunciado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Trata-se de um avanço, pois o acesso ao mundo virtual é uma demanda importante para todos os segmentos e, numa era de tantas mudanças, é um preceito democrático para a informação.
Mas até que isso ocorra, é preciso, no caso de Juiz de Fora, que se desvendem alguns problemas recorrentes na vida nem sempre tranquila dos internautas locais. Além do preço diferenciado em relação a outros centros do mesmo porte, a cidade tem uma das conexões mais precárias na mesma comparação. O acesso é sistematicamente comprometido, e a capacidade de banda é ínfima. São raros os casos em que ela chega ao computador do contratante com a mesma potência definida em contrato.
É comum usuários de outras cidades se surpreenderem quando são informados de que serviços acima de cinco megabytes são mínimos no município, embora as operadoras anunciem até o dobro dessa capacidade. Quando se recorre aos serviços que calculam a velocidade de navegação, os dados nem sempre batem.
Trata-se de um tema que não chegou ainda aos fóruns de discussão, especialmente à Câmara Municipal, embora seja um problema coletivo. Juiz de Fora, ora discutindo sua posição na agenda econômica do estado e com perspectiva de receber novos grupos empresariais, tem que se adequar a essa realidade. A internet entrou na vida dos cidadãos e das próprias empresas, que fazem dela um canal de negócios.
Como há a indicação de se fazer parte do PNBL, anunciado pelo ministro das Comunicações, faz sentido até avaliar com as operadoras para verificar em que pé estamos, pois uma cidade do porte de Juiz de Fora não pode ficar na retaguarda desse avanço tecnológico.
