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RISCOS DA REDE

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As redes sociais são um avanço na comunicação, ampliando a interação e criando novos canais de diálogo, a despeito do paradoxo da solidão, já que boa parte das postagens é feita em ambientes, distantes do contato pessoal, mas é necessário separar o joio do trigo, sob o risco de haver medidas equivocadas que podem ser tomadas com base no tráfego de informações que inundam a rede mundial. Em termos políticos, é possível ver a formação de grupos de discussão, extremamente válidos, pois colocam em questão temas de interesse da cidade sob diversas óticas. Mesmo quando se conflitam, há o viés positivo do contraditório, mas a rede tem uma agenda bem mais ampla. Também tem sido utilizada para a marcação de confrontos entre grupos, como já foi evidenciado em Juiz de Fora, em que galeras de diversos bairros tratam de suas desavenças em confrontos previstos pela internet.

Em tempo real, é necessário cuidado também com o que se escreve, pois, num cenário de audiência ampla, alguns nem sempre estão interessados em notícias ou discussões, mas querendo mapear os passos dos autores das postagens. Exemplo típico ocorreu esta semana em Juiz de Fora. A cantora Sandra Portela, conhecida nas rodas de samba da cidade, teve sua casa assaltada por uma dupla na noite de quarta-feira. Enquanto fazia um show, os homens invadiram sua residência e renderam sua filha. Estavam informados de sua ausência. Ela levantou a possibilidade de a informação ter sido dada pelo Facebook, uma vez que, embora tendo o hábito de ficar em casa nesses dias, postou nota que iria a um aniversário antes de cantar.

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A hipótese faz sentido, por ser a ferramenta mais em moda na internet um diário eletrônico, no qual os usuários mostram sua rotina durante o curso do dia. Vão do bom-dia ao boa-noite num passo a passo contínuo. O dado em questão é o que foi levantado pela própria artista. Foi monitorada, e suas informações, usadas para uma demanda ilícita.

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