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MÃOS À OBRA

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É comum dizer que a liderança, seja prefeito, governador ou presidente, tem os seus dias de glória entre a proclamação dos resultados e a posse. A partir daí, é só problema, uma vez que uma das essências do cargo é gerenciar demandas cada vez mais crescentes da população. Nesse intervalo, porém, ainda conta o desgaste de formar equipes, o que nem sempre agrada a todos, resultado de interesses contrariados próprios do processo.

Prefeitos de todo o país tomaram posse sob o signo da esperança, pois é esta a principal motivação das eleições. O eleitor, quando vai às urnas, manifesta o desejo de dias melhores ante a nova gestão. E Juiz de Fora não é exceção. Aos 38 anos, o engenheiro Bruno Siqueira assumiu ontem o compromisso da mudança, após romper um rodízio de 30 anos entre três líderes políticos.

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Os desafios são muitos, mas ele, nesse primeiro momento, conta com o respaldo da opinião pública, que referendou o seu mandato. Gerenciar esse capital é uma necessidade, mas sem abrir mão de metas. Líderes políticos que jogam para a arquibancada saem, comumente, pela porta dos fundos, enquanto aqueles que tratam do interesse coletivo com austeridade e princípios éticos tendem a renová-los.

Juiz de Fora, especialmente, viveu experiências negativas de gestão, quando viu um prefeito – pela primeira vez em sua história – ser preso pela Polícia Federal. A gestão que terminou virou o jogo, mas ainda há passivos importantes, sobretudo no campo das realizações. O tempo perdido durante o ciclo de escândalos ainda não foi totalmente recuperado. E isso deve ser uma das metas do novo gestor. Mãos à obra, pois.

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