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OUTROS ESQUELETOS

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A série de escândalos pelo país afora ainda não chegou à instância política, a despeito de estes estarem envolvidos nesses esquemas há tempos sem que haja uma solução definitiva. Basta lembrar os anões do orçamento – o primeiro grande escândalo do Congresso – que se mantiveram ativos no Parlamento. Naquela ocasião, esperava-se um saneamento da vida pública. Ledo engano. Era apenas o começo de uma série que passou pelo mensalão e deságua, agora, no caso da Petrobras.

Até agora, apenas técnicos e empreiteiros estão respondendo ao inquérito presidido pelo juiz Sérgio Moro, mas é ingênuo pensar que não haja beneficiários dentro da Câmara e do Senado Federal. É tudo uma questão de tempo e de estratégia. Inseri-los, agora, no mesmo pacote, seria subir o caso para o Supremo Tribunal Federal, no qual os prazos são outros, por tratar-se de suspeitos com foro privilegiado. Mas chegará a hora deles, uma vez que o ministro Teori Zavascki estaria acompanhando de perto as investigações.

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Este inquérito, embora seja um dos mais aguardados, pode ocorrer num instante preocupante para o Governo, uma vez que um Congresso acuado – fala-se em 70 envolvidos na corrupção – dá o troco de acordo com suas conveniências. Se os envolvidos forem da base, certamente irão aumentar seu preço, ou uma espécie de alforria para os seus. A presidente Dilma Rousseff, no seu segundo mandato, terá que conviver também com esse esqueleto num momento em que vai precisar, mais do que nunca, do respaldo do Parlamento.

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