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PELA HISTÓRIA

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Construído no final da década de 1850 pelo comendador Manoel do Vale, que queria presenteá-lo ao imperador D. Pedro II – no mesmo período em que Juiz de Fora conseguia sua emancipação -, o prédio dos Grupos Centrais é um marco da cidade, o que faz de sua recuperação uma necessidade histórica. Como a Tribuna apontou na edição de ontem, sua situação é precária. A despeito disso, não há prazo para o início das obras. Tombado pelo Patrimônio Histórico do município em 1983, faz parte da lista de outros locais que carecem de recuperação.

A boa notícia foi a recuperação do prédio da Associação Comercial, apresentada ao público na noite de quinta-feira, mas ainda falta a implementação de projetos para a Praça da Estação, outro marco da cidade pelo seu viés político: ocorreram ali as principais manifestações públicas, como o comício das Diretas. Há discussões sobre a construção de um espaço gourmet ou de instalação de equipamentos para atender ao público que por ela passa diariamente. O Centro velho da cidade pode ser uma nova referência se houver investimentos. Hoje, seu uso está comprometido pela população de rua, que também mereceu destaque do jornal.

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O tombamento de prédios históricos, porém, não é pacífico, uma vez que nem todos os proprietários aceitam as regras estabelecidas, sob o argumento de perder dinheiro, e pela falta de incentivo suficiente para a sua manutenção. O resultado são demolições no calar da noite, que acabam se tornando terrenos embargados, com esqueletos, como os da esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Delfim Moreira e, o mais famoso deles, na Avenida Itamar Franco, na confluência de Espírito Santo e Batista de Oliveira.

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