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TERCEIRA IDADE

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Celebrar o Dia do Idoso, mais do que um gesto para marcar a data, deve ser um momento de reflexão. A despeito dos muitos avanços no tratamento da terceira idade, o país ainda tem um déficit com esse segmento tão expressivo na composição social. Passar dos 60 anos, que deveria ser uma conquista, é também ingressar num mundo de dificuldades, a começar pelos custos com medicamentos e planos de saúde, exatamente numa etapa em que deles mais necessita. Hoje, de acordo com o gerontólogo e assistente social José Anísio da Silva (Pitico), “cerca de 60% do salário da velhice das classes populares estão comprometidos com o consumo de remédios”, embora sejam eles, em boa parte, os responsáveis pelos principais gastos familiares.

O idoso tem dificuldades nas filas, nos ônibus, na mobilidade e dentro do próprio lar, onde sofrem maus-tratos, na maioria das vezes, praticados pelos próprios familiares – os mesmos que os exploram, transformando-os em vítimas de sua ganância e violência. Nas ruas, são sistematicamente abordados por vendedores de sonhos e de facilidades, como os chamados empréstimos consignados, embora haja legislação impedindo tal prática. Muitos enveredam-se em dívidas em ações ingênuas, como jogar nos proibidos caça-níqueis. Em recente ação, a Polícia Civil encontrou casos de idosos com dívidas impagáveis para os seus padrões financeiros, fruto do jogo de sedução adotado por crupiês de plantão.

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Mas é fato que os avanços devem ser lembrados. Há sérias políticas públicas em defesa da terceira idade que devem ser ampliadas. Diversas entidades, a começar pela Amac no seu núcleo do idoso, tem um trabalho memorável, que deve ser lembrado. A Câmara, por meio de comissão especial – agora em caráter permanente -, tomou sérias atitudes em defesa daqueles que ingressam na faixa acima dos 60 anos não apenas por meio de legislações mas também com blitze para coibir abusos. Para um país que tende a se tornar cada vez mais velho, há o que se fazer, mas também é fato que muito já se conquistou.

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