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DE OLHO NO FUTURO

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A celebração do Dia do Trabalho, neste domingo, não deve ficar apenas no plano formal de eventos, mas deve servir de âncora para discussões importantes que envolvam as relações entre patrões e empregados e sobre o que virá nos próximos anos. O Brasil, um dos raros países em curva ascendente no cenário mundial, tem que investir cada vez mais em mão de obra, pois só assim será capaz de cumprir as suas próprias metas. Hoje, com a economia ascendente, tem na qualificação de sua mão de obra um dos principais gargalos.

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O Governo, é fato, ampliou bastante o número de escolas técnicas, mas, além de serem insuficientes, não podem ser a única instância para treinamento de profissionais. O leque deve ser o mais amplo possível. Em vários segmentos ainda há uma cultura de pai para filho que não dá mais conta do que hoje se exige para executar determinadas funções. Com os equipamentos cada vez mais sofisticados, não dá para entregá-los a alguém que apenas tem informações sobre como operá-los. Mas o problema é bem mais amplo. Há cerca de duas semanas, empresários de Juiz de Fora, ouvidos pela Tribuna, se queixaram da falta de mão de obra especializada em várias frentes.

Com a pretensão de ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, Juiz de Fora, desde já, tem que se preparar, pois, em sendo incluída na lista elaborada pela Fifa, ela receberá um intenso fluxo de turistas do país e do exterior. Hoje não há um número suficiente de profissionais prontos para atender a esses visitantes. A Copa não está tão longe assim, e o treinamento não ocorre da noite para o dia.

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É possível, sim, comemorar a data, mas as lideranças patronais e de trabalhadores têm, a partir de agora, uma grande oportunidade de olhar para o mesmo ponto, pois todos ganham. Se não insistirem nessa mudança, certamente será jogada no ralo a chance de inserir a cidade na rota dos grandes negócios e dos eventos.

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