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MOBILIDADE

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A mobilidade urbana sustentável é, certamente, uma das demandas mais urgentes das cidades brasileiras nas últimas décadas. Juiz de Fora não foge à regra. Quem transita a pé, de bicicleta, moto, carro ou ônibus sabe bem as dificuldades enfrentadas diariamente e o desafio que é se locomover pela cidade. O município está na reta final para entregar o Plano de Mobilidade Urbana, a fim de angariar mais recursos para intervenções no tráfego, e tem até abril para apresentar o texto.

O projeto promete ser o pontapé inicial de um grande planejamento para os próximos 20 anos e contará com a colaboração de vários segmentos da sociedade – Poder Público, entidades, sindicatos e cidadãos. Essa participação, vale ressaltar, é fundamental para que a sociedade possa estabelecer, de acordo com suas próprias demandas e especificidades, como quer se locomover. É preciso que os juiz-foranos participem efetivamente das discussões e da proposição de soluções com base nas suas experiências e necessidades.

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A tarefa da universalização da acessibilidade não é fácil. Requer mudança de paradigma, entranhado em anos de investimentos em um modal principal: o carro. Retirar o foco dos automóveis, meio de transporte excludente, poluente e caro, requer maior investimento na qualidade do transporte público (ônibus e táxis) e ampliação das possibilidades para outros modais, como a bicicleta ou o transporte a pé, para que se possa deixar o carro na garagem e optar por outro meio de locomoção.

Paralelamente às ações do Poder Público, pressupõe-se também uma mudança de comportamento dos outros agentes urbanos – motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Há que se ter uma ideia integrada, orgânica, de que todos nós, em determinado momento, estamos em um desses papeis, e que não somos inimigos, como se vê nas frequentes ocorrências de violência e intolerância nas ruas da cidade.

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