São tantos os desafios para 2015 que ele chega com cara de 2014, pois a maioria das demandas é resultado de inações do ciclo que ora termina. A presidente Dilma, a partir de hoje no seu segundo mandato, tenta arrumar a casa com medidas duras, algumas delas com um certo atraso, mas a tempo de recuperar a economia. Haverá custo, é certo, mas não dá para fazer concessões para a inflação num momento em que outros países fazem ajustes para evitar tal fantasma. As metas de 2014 ficaram para trás, num erro não apenas das autoridades mas também dos analistas.
Dois mil e quatorze não é um ano necessariamente para esquecer, mas é preciso tirar exemplo do que não deu certo não apenas no Governo mas também em outros segmentos. No esporte, o sucesso da Copa do Mundo contrastou com o fracasso da Seleção. Na política, a reforma continuou sendo uma Viúva Porcina: foi sem nunca ter sido, a despeito de sua importância para as regras do jogo. O Congresso, por unanimidade, sabe que é preciso mudar, mas, nem assim, ante o jogo de interesses na confederação de partidos, o processo avança.
A troca de guarda nos estados cria um cenário de expectativas, pois, depois de 12 anos de gestão tucana, é a vez do Partido dos Trabalhadores, com Fernando Pimentel, apresentar suas propostas. A Zona da Mata, no primeiro lance, ficou de fora, porque não emplacou ninguém no seu primeiro escalão. Mas isso é superável se o governador colocar em prática o trabalho regional – por meio de coordenadorias – que prometeu em campanha.
No município, há temas a serem resolvidos, sobretudo na saúde, com a expectativa de fim das obras do Hospital Regional. No mais, a campanha sucessória, embora a atual gestão esteja ainda na metade de seu turno, está na pauta. Coisas da política.
