“A maternidade é a forma mais profunda de amor, muitas vezes resumida como ter o coração andando fora do corpo. Ela transforma a mulher, revelando uma força incondicional, mas também é uma jornada intensa que equilibra a exaustão da entrega diária com a maior dádiva da vida”.
Maio é o mês dedicado às mães. Neste mês, o tema burnout materno ganha destaque, e especialistas reforçam a necessidade de tratar a saúde mental feminina como uma questão pública. Um estudo feito pela B2 Mamy, em parceria com a Kiddle Pass, revelou que mais da metade das mães brasileiras apresentam sintomas do problema.
A síndrome é caracterizada pela sobrecarga de tarefas com filhos, casa e trabalho além de um cansaço natural, configurando, assim, uma exaustão extrema que ultrapassa os limites físicos e emocionais, prejudicando a qualidade de vida e as relações.
Quando o estresse começa a gerar sintomas emocionais e físicos mais intensos, estamos diante de um quadro de burnout materno. Dentre os principais sintomas podemos citar: dores de cabeça frequentes, crises de enxaqueca, falta de ar, taquicardia, tremores, insônia, problemas gastrointestinais, mudanças no comportamento e perda de interesse em atividades antes prazerosas. A mulher passa a não encontrar energia nem para os cuidados básicos.
A falta de suporte é um dos fatores que aumenta significativamente o risco de esgotamento, bem como a falta de apoio do companheiro e as cobranças por ter que dar conta de tudo sozinha em tempo integral. É necessário que o companheiro reconheça limites e compartilhe as tarefas.
O apoio do companheiro, da família, de familiares e amigos é de grande importância para que a mãe sinta que não está sozinha e possibilita reduzir a sobrecarga e assegurar que ela tenha condições de cuidar da própria saúde. A ausência de um rede de apoio da sociedade contribui para o agravamento dos sintomas. E é neste momento que a ajuda tem que ser dada o mais rápido possível para que ela possa recuperar-se. Caso contrário, vai piorar e entrar num processo que compromete a saúde física e mental com consequências desastrosas. Que Maria, mãe de Jesus, abençoe, proteja e derrame muitas bênçãos sobre todas mães que estão vivendo o burnout materno.
*Lenira Rocha Peres Mercadante é psicóloga
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