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A insubmissão das mulheres

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Num passado não tão distante, a submissão das mulheres era de “joelhos diante de seus maridos” pedindo perdão pelos erros cometidos durante o ano. Esse descalabro acontecia até o inicio do século XX. Hoje a maioria já não se ajoelha mais, apesar da sociedade machista que insiste em querer manter mulheres submissas, excluídas de direitos e invisíveis.

As relações entre homens e mulheres, dia após dia, vêm se tornando mais amistosas, respeitosas, fraternas e solidárias. Porém a prevalência do machismo ainda está presente em muitas relações, tais como marido e mulher, pais e filhas, funcionárias e chefes e em outros tipos de relacionamentos.

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O grito de independência das mulheres ainda está longe de ser ouvido por aqueles que, para se auto afirmarem como “machos”, “mandantes”, “dominadores” e ” donos do pedaço” se fingem de surdos para continuarem oprimindo um SER, por eles julgados como inferior e, portanto, não merecedor de respeito, atenção, carinho e amor.

Mas eis que surgiu uma luz promotora de alerta e esperança: O MOVIMENTO FEMINISTA que, a partir de 1970, passou a denunciar as violências cometidas contra as mulheres.

Dentre muitas outras, Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica brasileira, sofria violentas agressões praticadas pelo marido. Vítima de um tiro desferido por ele, ficou paralítica. Passou a integrar o MOVIMENTO FEMINISTA, contribuindo de maneira efetiva para motivar e sensibilizar o Congresso Nacional para a criação e aprovação da Lei Nº 113440/2006, denominada LEI MARIA DA PENHA, uma das mais importantes conquistas para assegurar os direitos das mulheres.

Como a razão vinha sendo considerada atributo especial do homem, o seu domínio sobre a mulher era visto como imperativo da própria natureza. A ideia de que homem é “cérebro” e a mulher é “coração”, por mais que a metáfora possa agradar a certos ouvidos, é absurda. O suposto predomínio da racionalidade no homem e da afetividade na mulher é produto cultivado pelo androcentrismo e ficou completamente desprestigiado a partir das diversas e legítimas insubmissões das mulheres.

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C.G. Jung revelou em sua obra que o homem possui componentes femininos, por ele denominados “anima”. E a mulher possui componentes masculinos que ele chamou de “animus”. Assim sendo, a bissexualidade não é estranha, nem mesmo aos machistas mais deslumbrados com sua pretensão hegemônica de dominação sobre as mulheres.

As faculdades intelectuais e laborais das mulheres nada perdem contra as dos homens, já que os mesmos são tão propensos à afetividades e capazes de ternuras e empatias quanto as mulheres.

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Neste agosto lilás, mês dedicado aos “GRITOS LIBERTÁRIOS” das Mulheres, as que têm voz e vez, dediquem as suas insubmissões àquelas que continuam oprimidas, discriminadas, invisíveis e agredidas psicológica e fisicamente. Opressão sobre a mulher é IMORAL!

*Luiz Carlos Torres Martins – dentista, professor e membro do Movimento Familiar Cristão de Juiz de Fora

 

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