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Apostas no futuro

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Na edição deste domingo, a Tribuna apresenta um caderno especial com as perspectivas econômicas para 2019. Empresários e especialistas estão otimistas, mas o pé no chão é uma realidade, pois os números, hoje, não dependem apenas de um programa de Governo ou medidas iniciais dos gestores. Num cenário de economia global, há uma plena indexação dos fatos: a queda nos preços do petróleo afeta a economia; uma decisão mal explicada do presidente dos Estados Unidos derruba as bolsas; a indefinição britânica em torno do Brexit deixa os mercados indecisos. Mesmo assim, as apostas indicam que os diversos setores apostam em dias melhores.

Há motivos para isso, sobretudo se o Governo colocar em prática as reformas que defendeu em campanha e consideradas fundamentais para a retomada do crescimento. Entre elas, a da Previdência, que não pode ser mais adiada, e um novo pacto federativo, que garanta aos estados e aos municípios uma participação efetiva nos recursos hoje sob a guarda do Tesouro. Se houver mudanças, certamente o ganho será coletivo, pois o que se vê, hoje, são estados quebrados e municípios em situação desesperadora.Este cenário tem reflexo direto na economia, pois o giro de capital cai, e o desaquecimento afeta todos os segmentos.

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Quando a economia vai bem, todos os cenários mudam, inclusive o político. O Brasil tem que sair desse ciclo pendular, em que os bons momentos são efêmeros enquanto a crise dura tempos. Em 2008, quando o então presidente Lula disse que o país passava apenas por uma marolinha, teria sido melhor se tivesse se atentado para as mudanças na aldeia global. Se adotasse as necessárias providências, hoje tudo seria diferente.
Como não dá para voltar no tempo, investir nas mudanças tornou-se uma obrigação de Estado, algo, aliás, comprado pela população quando apostou na drástica inflexão econômica. O povo vem dizendo desde 2013, quando foi às ruas em protestos, que não havia espaço para o status quo. Era hora de mudar.

A responsabilidade dos novos quadros, tanto em Brasília quanto em Belo Horizonte – para se situar no âmbito mineiro -, é grande, pois foram eleitos sobre a promessa de mudança, as mesmas que as ruas estão cobrando há, pelo menos, mais de cinco anos.

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