Ainda encontro pessoas que se surpreendem quando digo que a Unimed Juiz de Fora é uma cooperativa de trabalho médico. E falo com o máximo orgulho, porque há muitas razões. Segundo dados mais recentes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), as cooperativas no Brasil somam quase 24 milhões de cooperados, geram 550 mil empregos e movimentam mais de R$ 690 bilhões, com ativos totais superiores a R$ 1,16 trilhão. Números expressivos que, por si só, nos levam a importantes reflexões sobre esse modelo de negócio.
Mas o que nos distingue vai além. O cooperativismo é, acima de tudo, uma forma de organização que coloca pessoas no centro. Diferente de empresas tradicionais, as cooperativas pertencem aos próprios cooperados, que são ao mesmo tempo donos e usuários dos serviços. O propósito? Está acima do lucro. É fundamental gerar valor para todos os envolvidos e para a comunidade onde estão inseridas as cooperativas. Por isso, o modelo compartilha princípios como solidariedade, democracia, equidade e responsabilidade social — valores, hoje, cada vez mais urgentes em um mundo marcado por desafios globais complexos.
O modelo cooperativista está presente em todos os setores da economia. Na Unimed Juiz de Fora, nossa área é a saúde. Há mais de cinco décadas, nosso foco é promover um cuidado centrado no ser humano, com excelência, responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento da nossa região. Somos uma cooperativa de médicos que cresce junto com a cidade, investe em inovação, capacitação e estrutura, sem perder de vista o que nos move: o cuidado com as pessoas. Isso é cooperativismo em ação.
No dia 5 de julho de 2025, celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo, no Ano Internacional do Cooperativismo, e é necessário reafirmar a convicção de que esse modelo é uma resposta concreta aos desafios contemporâneos. As cooperativas trabalham com soluções locais para problemas globais.
Neste cenário, é fundamental que governos, empresas, universidades e a sociedade civil reconheçam e fortaleçam o cooperativismo como instrumento estratégico de transformação. Mais do que uma alternativa, ele é um caminho possível, viável e necessário para construirmos um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.
Que 5 de julho seja uma celebração da nossa história, mas, sobretudo, um impulso para o que ainda podemos realizar juntos.
*Cláudio Reiff é presidente da Unimed Juiz de Fora
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