Está parecendo que agora, depois de mais de 20 anos de desenvolvimento a passos de tartaruga, a Zona da Mata e seus políticos resolveram trabalhar em bloco quando o assunto for de interesse geral. Nada de egoísmos e egocentrismos. Essa ideia de união já vem sendo praticada nas regiões do Triângulo, do Nordeste e do Sul de Minas com absoluto sucesso.
No âmbito da Assembleia Legislativa, estão entrando nesse rol os seguintes deputados: Antônio Jorge (PPS), Isauro Calais (PMN), Lafayette Andrada (PSDB), Márcio Santiago (PTB) e Noraldino Júnior (PSC). Também deverão compor o bloco Bráulio Braz (PTB), Wilson Batista (PSD) e Dirceu Ribeiro (PHS). Na Câmara Federal, temos Júlio Delgado (PSB), Margarida Salomão (PT) e Marcus Pestana (PSDB).
As classes produtoras de Juiz de Fora sempre defenderam, sem sucesso, a tese de união para o desenvolvimento regional. Os egoísmos impediam uma maior aproximação, e a Zona da Mata ia ficando para trás. Discursos não adiantam e nada valeram no passado. O que vale é a ação. É necessário trabalho para, por exemplo, o Governo mineiro terminar a estrada ligando a BR-040 até a MG-353, conhecida como Estrada do Aeroporto, que está com 50% da terraplanagem já pronta, justamente o mais difícil depois das desapropriações. Em Juiz de Fora, falta terminar o Hospital de Urgência e Emergência e um ginásio poliesportivo que está com obras paralisadas. Agora a Zona da Mata deve aproveitar os recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que abundam, para essa empresa fazer os levantamentos necessários para edificar um novo distrito industrial, que beneficiará toda a região e seu entorno.
Trata-se de construir um distrito industrial com, no mínimo, dois milhões de metros quadrados (do tamanho da Fiat Automóveis) para dar apoio e suporte ao desenvolvimento que, fatalmente, irá acontecer no entorno do Aeroporto Internacional Itamar Franco, situado entre os municípios de Goianá e Rio Novo. Existem naquela região áreas que poderiam ser aproveitadas para esse fim.
