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Homem é indiciado dentro da prisão após esquartejar companheiro de cela

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Um detento de 41 anos foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio triplamente qualificado após ele esquartejar o companheiro de cela. O crime aconteceu na madrugada do dia 2 de abril, dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, município da Zona da Mata a cerca de 160 quilômetros de Juiz de Fora.

O homem, que assumiu a autoria do crime, já cumpre penas que somam quase um século. Segundo os laudos periciais e depoimentos colhidos no curso da investigação, o homicídio na prisão foi qualificado por motivo fútil, com emprego de asfixia e por meio de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O caso segue agora para o Ministério Público.

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A vítima, identificada como Deylon Moura Santos, de 28 anos, foi encontrada por policiais penais da unidade, que localizaram partes do corpo dispersas pelo presídio. Ele cumpria pena no local desde agosto de 2025. 

Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé (Foto: Reprodução redes sociais)

À época do crime, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), responsável pela administração das penitenciárias, informou que instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias do homicídio. Nesta sexta-feira (24), a Tribuna entrou em contato com a instituição questionando se o processo já foi concluído tal como as apurações criminais conduzidas pela Polícia Civil. Sob alegação de questão de segurança, a Sejusp disse, por meio de nota, que as apurações administrativas internas não podem ser divulgadas.

Ao ser perguntada pela reportagem sobre a garantia da integridade dos detentos dentro das unidades prisionais, a pasta afirmou que os presídios seguem rotinas operacionais padronizadas e passam por fiscalização contínua, com o objetivo de assegurar a integridade física dos custodiados e o atendimento às necessidades previstas em lei. Ainda segundo a Sejusp, as unidades também são monitoradas por diferentes órgãos de controle, entre eles o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. As inspeções, de acordo com a secretaria, ocorrem de forma periódica e criteriosa, muitas vezes com acompanhamento do juiz responsável pela Vara de Execuções Criminais.

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