A partir de setembro, a gestão da estrada de ferro, que liga Tiradentes a São João del-Rei, será compartilhada entre os dois municípios, com cada um responsável pelo seu respectivo território. Já a operação da Maria Fumaça, segundo informação da Secretaria de Cultura e Turismo de São João del-Rei, passará à responsabilidade de uma “entidade especializada na preservação do patrimônio ferroviário”, ainda não informada.
Conforme afirmou a pasta são-joanense, em nota enviada à Tribuna de Minas, as operações da concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atual gestora do Complexo Ferroviário de São João del-Rei e Tiradentes, serão encerradas após a revisão do contrato de cessão, feita pelo IPHAN e pelo Ministério Público Federal. No mesmo momento, se encerra também a concessão federal da empresa, assinado em agosto de 1996 e com vigência de 30 anos.
De acordo com a VLI, administradora da concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o encerramento do contrato de cessão do Complexo Ferroviário de São João del-Rei e Tiradentes foi formalizado no dia 23 de junho. Agora, a empresa passa à etapa de transição da gestão para uma nova entidade operadora, mudança que deverá acontecer a partir de 1º de setembro deste ano.
“A futura operação terá como foco exclusivo a atividade turística e a preservação do patrimônio cultural representado pela Maria Fumaça e pelo Museu Ferroviário”, justificou.
Maria Fumaça e Complexo sob nova gestão
Além do trem, a nova entidade passará a administrar todo o Complexo Ferroviário de São João del-Rei e Tiradentes, que engloba o Museu Ferroviário, a estação, a rotunda e as oficinas.
Ainda conforme consta em nota enviada pela Secretaria de Cultura e Turismo de São João del-Rei, os custos da operação serão de responsabilidade do novo operador, sem qualquer ônus financeiro para os municípios, assim como no modelo atualmente em vigor, que será operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até 31 de agosto.
Também foi anunciado um investimento de aproximadamente R$16 milhões, por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), destinado à preservação da ferrovia. O comunicado enviado pela secretaria são-joanense aponta que este aporte do governo federal contempla apenas as instalações da estrada de ferro em São João del-Rei. Os recursos são destinados à reforma de oito módulos do Museu, incluindo estação, rotunda e oficinas.
As reformas vão permitir a “visitação de todas as partes do Complexo por turistas, moradores e visitantes, como parte das ações integradas de promoção e valorização do turismo e do patrimônio histórico empreendidas pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo”, conforme pode ser lido em outro trecho da nota.
A Tribuna de Minas também demandou um posicionamento da Prefeitura de Tiradentes. No entanto, até a publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
