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Menina de quatro anos morre em incêndio em prédio

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prédio barbacena
Edificação foi interditada pela Defesa Civil (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)
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Uma menina de quatro anos morreu e outras duas ficaram em estado grave durante um incêndio no prédio em que vivem, no Bairro São Geraldo, em Barbacena. A ocorrência foi registrada no fim da madrugada de domingo (15). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a principal suspeita é que se trate de um incêndio criminoso. Um homem de 43 anos, que é suboficial da Aeronáutica, foi preso pela Polícia Militar pelo crime. Ele teria cometido o incêndio por motivos passionais ateando o fogo no carro da ex-companheira.

De acordo com os Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 5h20. A princípio, a ocorrência se tratava de um incêndio em veículo na garagem de um prédio. Porém, segundo a corporação, já na chegada das equipes ao local a cena estava mais grave do que o esperado: havia muita fumaça escura e densa saindo da entrada da garagem e em várias janelas do prédio. Ao mesmo tempo, muitas pessoas pediam socorro pelas janelas devido à impossibilidade de descerem pelas escadas da edificação. O prédio tem três andares e 14 apartamentos, sendo que alguns estão desocupados.

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Os militares montaram linhas de combate a incêndio com mangueiras e, concomitantemente, usaram escadas prolongáveis. Os residentes foram retirados pelas janelas laterais dos apartamentos. Durante as buscas no interior da edificação, o corpo da criança foi encontrado na escada do segundo andar. Ela já estava morta. Os Bombeiros informaram que a menina é Helena Pupo Nogueira de Faria, filha do advogado e jornalista, Thiago Pupo Nogueira, do jornal Folha de Barbacena. O velório aconteceu na Funerária Boa Morte, e o sepultamento ocorreu na tarde de domingo no Cemitério Parque Repouso da Saudade.

Outras 11 vítimas, sendo duas em estado grave por causa da inalação de fumaça e queimaduras, foram encaminhadas ao Hospital Regional. Os Bombeiros informaram que 10 veículos ficaram queimados. Após a retirada das pessoas, os militares fizeram a ventilação do local e realizada a busca em todos os apartamentos, não sendo encontrado mais nenhum morador, apenas um gato com vida e muita fuligem em todos os apartamentos.

Prédio não tinha AVCB

Para conter as chamas, foram empregadas seis viaturas e 18 bombeiros, inclusive militares de folga. Houve ainda o apoio de cinco ambulâncias do SAMU, um caminhão-tanque do Serviço de Água e Saneamento, uma guarnição de combate a incêndio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Civil.

A edificação foi interditada preventivamente pela Defesa civil. Uma nova avaliação será feita nesta segunda-feira (16). Os bombeiros afirmaram que o prédio não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros( AVCB), que é o documento emitido pela Corporação certificando que a edificação possui as condições de segurança contra incêndio e pânico previstas na legislação.

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Chamas teriam começado em um veículo e se alastrado para os outros que estavam na garagem (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Militar é preso por suspeita de incêndio

O suspeito do crime foi preso ainda no domingo, no final da tarde. Segundo informações da Polícia Militar, câmeras de um prédio próximo flagraram a movimentação suspeita de um homem. As imagens mostraram que ele que parou seu carro uma rua lateral ao edifício onde ocorreu o incêndio, desceu com uma sacola nas mãos, abriu a porta traseira esquerda do carro, pegou um boné e colocou na cabeça indo em direção ao local onde ocorreram as chamas. Em poucos minutos, as câmeras flagraram ele retornando para o carro e saindo do ponto. Após a saída do suspeito, a mesma câmera captou que o imóvel apresentou uma espessa camada de fumaça preta.

Diante das novas informações, foi feito rastreamento em busca do homem que aparecia nas filmagens, que era o principal suspeito de ter causado o incêndio no prédio. Na sequência das diligências, foi apurado que uma moradora do prédio havia sido casada com o suspeito, e que ele tem um carro com as mesmas características com o veículo do homem que aparece nas imagens. Segundo a PM, em consulta aos Sistemas Informatizados foi identificado que o suspeito tinha as mesmas características do ex-marido da moradora.

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Os militares foram até a residência do militar. Ele confessou a autoria do delito, relatando com detalhes a forma em que teria iniciado o incêndio. Conforma a PM, ele disse que chegou em casa por volta das 4h30, pegou as chaves do portão do prédio da ex-esposa na mochila do filho que estava dormindo em sua casa e saiu por volta das 5h de carro para o prédio alvo da ação.

Conforme seu relato aos militares, ele desembarcou do carro com uma garrafa de álcool hospitalar de 70%, foi até o portão do prédio abrindo-o com a chave, seguiu até o veículo da ex-esposa e jogou o álcool em um compartimento do veículo entre o para-brisa e o motor. Em seguida, ele ateou fogo com um fósforo e saiu do prédio retornando para casa, deixando a chave na mochila do filho.

O suspeito ainda entregou espontaneamente aos militares o pijama que estava utilizando no momento do crime. O veículo do militar foi vistoriado e apresentava um forte odor de álcool e foi apreendido. Ele foi preso em flagrante. A PM acionou o serviço de dia da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, já que o homem se apresentou como suboficial da FAB. Ele foi conduzido para a delegacia.

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Vítima transferida para BH

Conforme nota publicada pela Folha de Barbacena, Thiago Faria Pupo Nogueira, publicitário, diretor do jornal local e pai da garota falecida, passou por cirurgia ainda pela manhã, em Barbacena, e aguardava transferência para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Juliana Gava de Faria, esposa de Thiago e mãe de Helena, está internada com queimaduras leves no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Barbacena. O corpo da menina foi sepultado na tarde deste domingo.

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