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À espera de recuperação asfáltica, MG-353 tem buracos intensificados após chuvas

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Desde os temporais que atingiram Minas Gerais no início deste ano, as rodovias do estado sofrem com problemas graves, seja com a abertura de crateras – como as do km 21, da MG-133, na altura de Tabuleiro e
no km 66, da MG- 353, entre Coronel Pacheco e Juiz de Fora – ou com a piora das condições de asfaltamento e erosões nas margens, que dificultam o tráfego em rodovias alternativas. Além da degradação provocada pelas chuvas, alguns trechos das estradas ficaram ainda mais deteriorados depois que passaram a receber tráfego intenso pelas mudanças no trânsito. É o que acontece com os cerca de 20 quilômetros que ligam Rio Novo a Guarani, que recebe todo o fluxo entre Juiz de Fora e as microrregiões de Ubá, Viçosa e Ponte Nova.

No último fim de semana, a reportagem da Tribuna esteve na MG-353 e constatou problemas asfálticos em diversos trechos da rodovia. Em determinados pontos, motoristas seguem pela contramão para desviar de locais mais prejudicados. Em outros, os veículos são obrigados a passarem sobre os buracos, dada a tamanha extensão das deteriorações. A situação, que já é de conhecimento antigo dos municípios da região, piorou nas últimas duas semanas, com os desvios adotados após a cratera aberta na MG-133, em Tabuleiro, e gera aumento no risco de acidentes e diversos prejuízos à população da região.

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Motoristas precisam desviar dos vários buracos que se abriram no trecho entre as cidades de Rio Novo e Guarani
(Foto: Luciane Faquini)

“(Os buracos na MG-133) estão trazendo transtorno ao trânsito de Rio Novo e danificando as vias públicas dentro do município”, afirma o prefeito da cidade, Ormeu Rabello (PPS), que destaca também o custo aos cofres públicos. “Infelizmente, o município acaba tendo que arcar com estes gastos, principalmente das vias onde trafegam os carros que passam pela rodovia e vêm para a cidade. O estado está demorando para resolver o problema, e o município arca com as responsabilidades do estado”, critica Rabello.

As reclamações são compartilhadas pela Prefeitura de Goianá. De acordo com o vice-prefeito do município, Paulo Roberto Galvão, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realiza visitas periódicas à cidade para verificar as condições das vias, mas não faz as intervenções que se mostram necessárias nas rodovias do município. “Nós damos suporte quando é algo mais grave, como na ponte perto do assentamento, onde abriu uma cratera. Mas não temos condições de ficar dando suporte em todo o canto”, salienta Galvão.

O vice-prefeito estima que o trânsito tenha triplicado na região após a interdição na MG-133, intensificando problemas que, segundo ele, há meses inspiram preocupações da administração municipal. “Os prejuízos dos carros é muito grande e a reclamação é muito grande em torno disso. O movimento está enorme e com risco de acidentes a todo o momento”, elenca Paulo Roberto Galvão, garantindo que, desde 2019, nenhuma medida, mesmo paliativa, foi tomada na rodovia nos entornos de Goianá.

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Problemas anteriores às chuvas

As precariedades da MG-353 são preocupações antigas do poder público. Em abril de 2019, reportagem da Tribuna  apontou problemas como falta de acostamento, pista simples e sinalização encoberta como entraves para a maior utilização do Aeroporto Regional. O prefeito de Guarani e presidente da Associação dos Municípios da Micro Região Vale Paraibuna (Ampar), Paulo Neves (PV), lembrou dos problemas constatados antes dos temporais deste ano, que foram levados ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na edição deste ano da Feira de Móveis de Ubá e Região (Femur). “Nós tivemos uma reunião com o governador Zema e cobramos dele a recuperação da MG-353. Falamos do grande fluxo de veículos, das pessoas que desembarcam no Aeroporto Itamar Franco e de empresários que estão sendo prejudicados. O governador havia dito que iria priorizar a recuperação da rodovia, mas, até agora, não aconteceu”, conta Neves.

Ainda segundo o presidente da Ampar, no último contato feito com o Governo estadual, a promessa foi de que, após interrupção nas constantes chuvas, as obras serão iniciadas para a melhoria definitiva da rodovia. Paulo Neves revelou, inclusive, que um projeto já foi elaborado pelo núcleo ubaense do DER e enviado à sede estadual do órgão. Até lá, medidas paliativas são aguardadas pelos municípios.

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Estrada piorou depois que passou a receber todo o fluxo que passava pela MG-133 (Foto: Luciane Faquini)

DER diz que chuva é entrave

A Tribuna fez contato com o DER para questionar como o departamento está procedendo com a manutenção da MG-353, uma vez que a rodovia já apresentava problemas anteriores às chuvas e teve o fluxo aumentado com o desvio recente. Em resposta, o órgão elencou como maior dificuldade à intensificação dos reparos as recentes chuvas que afetam a Zona da Mata. “Esclarecemos que o DER-MG mantém a conservação do trecho normalmente. Entretanto, tais serviços são prejudicados pelas severas condições climáticas que assolam a região. Portanto, assim que as condições climáticas permitam os trabalhos de conservação serão intensificados.” Foram solicitadas também informações a respeito do projeto de recuperação da estrada mencionado pelo prefeito de Guarani. O departamento limitou-se a dizer que aguarda a disponibilização por parte do governo dos recursos necessários.

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Novo prazo

Segundo o prefeito de Tabuleiro, Dauro Martins (PP), o ritmo das obras para conclusão da passagem alternativa nas imediações do trecho interditado no município se intensificou nos últimos dias. Conforme ele, o DER recebe apoio da prefeitura para que até o fim de semana o desvio esteja finalizado. “Hoje tivemos a colocação de manilhas no local. A fase de aterramento começa amanhã. Vamos ajudar com caminhões para agilizar. Não sei como fica o tempo, mas, se tudo correr bem, até no máximo sexta-feira a passagem está concluída”, estima ele, que pretende utilizar parte de uma propriedade particular ao lado como passagem de automóveis.

Na próxima quarta-feira (12) serão completados 15 dias em que a cratera se abriu no km 21 da MG-133. Na ocasião, quatro veículos – dois caminhões e dois carros de passeio – foram engolidos pelo buraco, resultando em seis feridos e uma vítima fatal, arrastada pela força da água durante a madrugada.

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