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Mortes e mal-estar em trilhas reforçam importância de cuidados cardíacos

Morte de homem em trilha do Parque Estadual do Ibitipoca reforça importância de cuidados cardíacos
Descida do Pico do Pião, no Parque Estadual do Ibitipoca (Foto: Leonardo Costa)
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Um homem de 56 anos morreu após sofrer um mal súbito ao final de uma trilha no Parque Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte, na sexta-feira (5). A vítima estava acompanhada da esposa e dos filhos. Segundo a Parquetur, concessionária responsável pela operação das atividades de ecoturismo e visitação da unidade de conservação (UC), o visitante chegou a ser submetido a manobras de primeiros socorros, mas teve o óbito confirmado ainda no local.

A família já estava retornando da atividade quando o homem passou mal próximo à saída da unidade de conservação. A equipe do Parque Estadual do Ibitipoca, junto aos socorristas da Parquetur, prestou atendimento à vítima e realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Apesar dos esforços, ele não resistiu e veio a óbito.

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) lamentou o ocorrido. “O Parque Estadual do Ibitipoca manifesta solidariedade aos familiares e amigos neste momento de profunda tristeza e expressa suas mais sinceras condolências”, informou a pasta, em nota.

Comorbidades e exposição ao frio intenso aumentam riscos

Já no último sábado (6), uma mulher de 53 anos sofreu mal-estar quando realizava uma trilha ao lado da família no Pico da Bandeira, no Parque Nacional do Caparaó, localizado na Serra do Caparaó, localizada na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo os familiares, a mulher é portadora de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial e cardiopatia, e teria apresentado um quadro de hipoglicemia, que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue ficam baixos, também associado à exposição ao frio intenso.

Como a mulher estava em uma área de difícil acesso, a guarnição do Corpo de Bombeiros Militar precisou se deslocar a pé, por aproximadamente um quilômetro, para realizar o atendimento. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a mulher acompanhada de familiares e de guardas do ICMBio. A mulher estava protegida contra o frio, tendo sido vestida com roupas térmicas e coberta com manta aluminizada.

Apesar de consciente, estava desorientada e fraca. Em primeiro atendimento, foi constatado que seus sinais vitais estavam dentro da normalidade, também apresentava leve taquicardia e estresse térmico. A vítima foi retirada do local em uma maca e depois encaminhada pelo SAMU a um hospital do município de Manhumirim, localizado a cerca de 20 quilômetros do parque.

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Casos reforçam importância da prevenção

Segundo o cardiologista Renato Quintão Loschi, a rapidez no atendimento pode ser determinante para a sobrevivência e recuperação de pacientes que sofrem um mal súbito. O médico explica que esse tipo de quadro pode estar associado a diferentes causas, que vão desde problemas gastrointestinais e cefaleias até condições cardíacas graves.

Por isso, diante dos primeiros sintomas, a orientação é interromper imediatamente a atividade física e buscar assistência médica. “É necessário um atendimento em uma unidade que, no mínimo, disponha de suporte avançado e permita que o paciente chegue a um hospital o mais rápido possível”, afirma. De acordo com o especialista, a situação pode exigir desde exames laboratoriais simples até procedimentos de emergência, como cateterismo e angioplastia, tornando essencial a agilidade tanto no atendimento quanto no transporte. 

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Loschi também explica que, a prática de trilhas não é considerada uma atividade de alta intensidade para a maioria das pessoas. Segundo o cardiologista, o esforço exigido varia conforme o condicionamento físico de cada indivíduo. Ele ressalta ainda que, mesmo em exercícios mais intensos, o risco de eventos cardíacos não aumenta necessariamente em razão da atividade em si, mas pode estar relacionado a fatores como suor excessivo, desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico, que podem funcionar como gatilhos para arritmias.

Para reduzir riscos, o médico recomenda uma avaliação prévia com um cardiologista. A consulta deve incluir a investigação do histórico clínico do paciente, considerando fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e sintomas prévios, como desmaios e dores no peito. A partir dessa análise, o especialista pode solicitar exames complementares.

“Inicialmente, a avaliação envolve consulta médica e eletrocardiograma. Quando a pessoa pretende realizar atividades de maior intensidade, o teste ergométrico também é indicado”, explica. O exame simula o esforço físico para identificar possíveis arritmias ou sinais de isquemia cardíaca.

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Apesar da gravidade que um mal súbito pode representar, Loschi destaca que a maioria dos casos não evolui para a morte. No entanto, como não é possível determinar a causa ou a gravidade do quadro no momento em que a pessoa passa mal, ele reforça a importância de manter os exames cardiológicos em dia e buscar atendimento imediato diante de qualquer sintoma.

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