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Abate clandestino, maus-tratos e contaminação ambiental resultam em multa de mais de R$ 500 mil

Abate clandestino PMMA Divulgacao
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Um abatedouro clandestino foi flagrado em uma ação conjunta entre a Polícia Militar do Meio Ambiente e fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), no município de Ervália, município a 170 quilômetros de Juiz de Fora. A ação foi realizada em resposta a denúncias relacionadas ao abate clandestino de animais, maus-tratos durante o processo de abate e lançamento irregular de resíduos líquidos dos abates em um curso d’água local. Uma multa superior a R$ 500 mil foi aplicada. 

Segundo a PMMA, a ação foi requisitada formalmente pela Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais aos fiscais do IMA e, por meio do Núcleo de Denúncias e Requisições (NUDEN), à Polícia Militar de Meio Ambiente.

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Ao chegar ao imóvel, a equipe avistou um indivíduo no interior da propriedade que, ao notar a presença da fiscalização, fugiu do local. No interior do estabelecimento, os militares encontraram carcaças e carnes penduradas e, diante dos fortes indícios de crime ambiental e da situação do flagrante, entraram na propriedade por um acesso lateral, normalmente utilizado para a condução dos animais. 

 

Carcaças de gado penduradas em condições insalubres e sem os protocolos de abate humanitário foram encontradas em frigorífico clandestino em Ervália, durante operação da PMMA e fiscais do IMA. A ação revelou diversas irregularidades, incluindo maus-tratos a animais e poluição ambiental(Foto: Divulgação PMMA)

O portão dos fundos estava aberto, o que, segundo os militares, sugere que a rota de fuga foi utilizada não apenas por um, mas sim, dois indivíduos, sendo um deles identificado posteriormente como sócio do empreendimento. 

Durante a fiscalização, foram encontradas quatro cabeças de gado penduradas com sinais de afundamento craniano, indicando abate não humanitário, e uma marreta de grande porte que reforça a hipótese de métodos artesanais e proibidos. Baldes com grande volume de sangue e vísceras no chão também foram verificados. Diversas peças de carne estavam fora da câmara fria, expostas à temperatura ambiente, em total desacordo com as normas de higiene. Um gato doméstico circulava em meio às vísceras, e uma caminhonete com resíduos de sangue na carroceria foi encontrada, sugerindo transporte inadequado de carne.

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O sistema de tratamento de dejetos do local apresentava ineficiência, com acúmulo de resíduos sólidos na última caixa, o que aponta para o lançamento irregular de efluentes poluentes no solo e em um córrego próximo. Um dos sócios compareceu ao local e alegou que a marreta foi utilizada devido a um defeito no equipamento insensibilizador para suínos, único encontrado no local, não havendo o equipamento adequado para bovinos. Ele também informou que o frigorífico não possuía licença ambiental válida, apenas uma certidão de dispensa que não abarca a natureza da atividade.

Diante das evidências, foi lavrado um Auto de Infração Ambiental Digital e aplicada uma multa no valor de mais de R$ 500 mil, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público para as providências penais cabíveis.

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