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Mulher é investigada por gravar agressão contra filha de 8 anos e publicar vídeo na internet

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“Eu te pus no mundo, eu te tiro”, diz uma mulher de 32 anos em um vídeo no qual aparece agredindo a própria filha, de 8 anos. As imagens, publicadas pela própria suspeita nas redes sociais, chegaram ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na noite do último sábado (3), que determinou o acolhimento da criança e sua retirada da residência.

O caso ocorreu em São Geraldo, a cerca de 145 quilômetros de Juiz de Fora. A investigação teve início após a circulação de um vídeo, recebido pela promotora de Justiça Letícia de Souza Ribeiro Alonso, que estava de plantão no momento da denúncia. Como não houve flagrante, a mulher permanece em liberdade enquanto o caso é apurado.

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Na gravação, a mulher aparece agredindo verbal e fisicamente a filha, que chora durante as imagens. Em tom ameaçador, a suspeita profere xingamentos e afirma que a violência seria uma forma de correção, além de sugerir o compartilhamento do conteúdo com familiares. “Manda para a família, fala que eu to arrebentando ela aqui”, diz a mãe em trecho do vídeo.

O Conselho Tutelar junto da Polícia Militar retiraram a criança da residência neste domingo (4), contudo, nenhum familiar se disponibilizou a receber a menina – que foi encaminhada a um abrigo institucional, até que seja viabilizado o acolhimento familiar.

Caso nenhum familiar manifeste interesse em acolher a criança e a Justiça entender que ela não deve retornar o convívio com a mãe, a menina pode ser colocada para adoção, explicou o Ministério Público. No momento, o órgão ainda aguarda a formalização do caso para que a criança possa ter um acolhimento temporário seguro até que uma solução definitiva seja tomada. 

A Polícia Civil de Visconde do Rio Branco, cidade a cerca de 15 quilômetros de São Geraldo, está responsável pela investigação do caso. A Polícia Militar, que atuou na ocorrência, informou que não vai comentar sobre o caso, em conformidade com o que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Tribuna mantém o espaço aberto para que a defesa da suspeita possa se manifestar. 

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Em caso de violência contra criança, disque 100. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar. 

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