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Oito pessoas são denunciadas por fraude em licitação do transporte coletivo na região

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Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude à licitação do transporte coletivo urbano de Cataguases, município da Zona da Mata localizado a cerca de 120 quilômetros de Juiz de Fora. A denúncia foi oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Cataguases e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional Zona da Mata.

Foto: Divulgação MPMG

Os investigados são alvos da operação Clonagem, deflagrada em novembro de 2025. Eles são acusados de integrar um esquema voltado a fraudar a Concorrência Pública nº 005/2023, destinada à concessão do serviço de transporte coletivo urbano no município.

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De acordo com a denúncia, empresários, contadores e um servidor público municipal teriam atuado de forma coordenada para frustrar o caráter competitivo da licitação. As investigações apontam que duas empresas, formalmente distintas, teriam simulado concorrência, mas seriam controladas por um mesmo núcleo decisório.

Segundo o MPMG, o objetivo seria obter a integralidade da concessão pública e burlar uma vedação prevista na Lei Orgânica do Município, que impede a concessão de mais de 50% das linhas a um único grupo empresarial.

Os denunciados responderão, conforme as condutas individualizadas, pelos crimes de fraude à licitação, organização criminosa, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa.

As investigações começaram após uma representação encaminhada ao Ministério Público, apontando possíveis irregularidades na licitação do transporte coletivo urbano de Cataguases. Durante a apuração, foram realizadas análises documentais, inspeções, interceptações telefônicas e telemáticas, além de buscas autorizadas pela Justiça.

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Conforme o Ministério Público, as diligências indicaram a existência de um conglomerado empresarial que utilizava duas pessoas jurídicas para aparentar competição em um certame que, na prática, teria sido previamente ajustado entre os envolvidos.

Ainda segundo a denúncia, além da fraude à licitação, o esquema teria uma divisão de funções entre empresários, contadores e um agente público. O servidor seria responsável, em tese, pelo repasse de informações privilegiadas e pelo favorecimento dos interesses do grupo junto à Administração Pública.

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A Tribuna entrou em contato com o Município de Cataguases e irá atualizar esta matéria em caso de posicionamento.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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