Uma mulher foi presa e um homem fugiu após serem flagrados escondendo aparelhos eletrônicos no chassi de um caminhão de uma empresa terceirizada com acesso rotineiro à Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, unidade de segurança máxima em Muriaé. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o material seria levado para o interior do presídio, que abriga lideranças e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade. O caso ocorreu nessa quarta-feira (2) .
O esquema foi descoberto quando um policial penal, que estava de folga em sua residência, viu o casal manipulando a parte inferior do caminhão, estacionado em via pública no Bairro da Barra, o que levantou suspeita. O agente de segurança abordou a dupla, o homem conseguiu fugir, mas a mulher foi contida até a chegada da Polícia Militar.
Durante a fiscalização no caminhão, foram constatados celulares, smartwatches e carregadores na parte do chassi, precisamente em cima do pneu estepe do caminhão – que pertence a uma empresa parceira da unidade prisional na fabricação de aventais hospitalares, sem nome informado. Conforme apurado pela PM, os materiais que teriam como destino a penitenciária, estavam fixados no veículo com o uso de ímãs. O plano consistia em burlar a fiscalização da unidade para introduzir os materiais ilícitos, que seriam retirados por detentos durante a descarga do caminhão.
A chave de um hotel foi encontrada com a mulher durante a abordagem. Em seguida, a equipe foi até o estabelecimento e, com autorização da suspeita, fez buscas no quarto ocupado pelo casal desde terça-feira (30). No local, foram apreendidos uma barra de maconha, celulares, carregadores e fitas adesivas.
Conforme a Polícia Militar, o homem que fugiu já foi identificado e, de acordo com as investigações, possui vínculos com facções criminosas.
O caso foi encaminhado à polícia judiciária e tipificado, em tese, no artigo 3º da nova lei anti-facção de 2026, que pune de forma autônoma quem promove, subsidia ou presta apoio logístico e financeiro a facções estruturadas.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), confirmou o caso e informou que as investigações sobre o episódio ficarão a cargo da Polícia Civil.

