Seis pessoas foram indiciadas por manter um homem em cárcere privado, submetê-lo a sessões de tortura e executá-lo durante um suposto “Tribunal do Crime”. O crime ocorreu em outubro do ano passado, em Guiricema, na Zona da Mata mineira, a cerca de 140 quilômetros de Juiz de Fora.
A vítima, um homem de 46 anos, foi mantida em cárcere privado, torturada e morta pelo grupo. Em seguida, os suspeitos incendiaram o corpo, encontrado em avançado estado de decomposição dentro de um imóvel abandonado.
O crime foi considerado por motivo torpe, com emprego de meio cruel, ocultação e destruição de cadáver e coação no curso do processo. Segundo a Polícia Civil, os seis investigados tiveram diferentes níveis de participação no crime e foram indiciados de acordo com suas respectivas condutas.
Cinco dos investigados já estão no sistema penitenciário. Um último suspeito, 31 anos, está sendo procurado. O delegado Pedro Henrique Vasques, responsável pelo caso, destacou que durante as apurações foram reunidos depoimentos, laudos periciais, exames necroscópicos, análises de aparelhos celulares e dados telemáticos. O que fez com que a dinâmica do crime e seus envolvidos fossem descobertos.
“A investigação revelou um cenário de extrema violência, marcado por práticas típicas de tribunal do crime. O trabalho integrado de inteligência, análise de provas digitais e diligências de campo permitiu identificar os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente”. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

