Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.
- Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?
“Ao longo da minha vida pública, sempre acreditei que a boa política é aquela que melhora a vida das pessoas. Foi com esse compromisso que exerci meus mandatos como vereadora, deputada estadual por três mandatos, e prefeita de Contagem quatro vezes.
Agora coloco essa experiência e a minha habilidade de dialogar com todos os seguimentos a serviço de Minas Gerais. Quero levar a voz das mineiras e mineiros ao Senado Federal, defendendo nossos municípios, buscando mais investimentos e trabalhando para que nosso estado volte a crescer com oportunidades para todos.
Juntos, podemos construir uma Minas mais forte, mais justa e com mais desenvolvimento. Meu número é 131 e conto com o seu apoio!”
- Caso seja eleita, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?
“Já fui prefeita quatro vezes e conheço bem a realidade e as necessidades dos nossos municípios. Por isso, meu compromisso é ser porta-voz das cidades de Minas Gerais no Senado Federal. Na Zona da Mata, minha principal preocupação é com a prevenção e resposta aos desastres. Não podemos esperar acontecer mais uma tragédia como a de fevereiro para agir. Temos que fortalecer recursos federais e iniciativas de adaptação às mudanças climáticas para garantir segurança da população einfraestrutura adequada para reduzir a vulnerabilidade de moradias, indústrias e comércios.
Outra demanda importanteda região é a mobilidade. Precisamos de estradas em boas condições e conexões eficientes entre cidades e zonas rurais para assegurar o acesso das pessoas aos serviços básicose o desenvolvimento da agricultura, pecuária, comércio e indústria regional. Vou defender e buscar investimentos federais para a manutenção, recuperação e melhorias para as malhas viárias de Minas, principalmente no interior.”
- A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?
“O Propag já foi uma negociação importante, mas precisamos fazer uma articulação mais ampla com representantes de Minas Gerais no congresso, no senado e no executivo estadual para reivindicar junto ao governo federal um prazo maior para pagamento e uma compensação dessa dívida, para que o dinheiro retorne em forma de investimento para o Estado.
Com uma dívida de mais de R$213 bilhões, o estado não tem dinheiro para investir e quem paga a conta é o agricultor familiar que não tem estrada para escoar sua produção, é a pessoa que precisa encarar a fila no posto de saúde, quem está esperando uma vaga para colocar o filho na creche.
Minas Gerais é muito potente e acredito na nossa capacidade para superar desafios. Agora precisamos é de uma boa articulação. Com a minha experiência, quero ser a voz para ajudar Minas nesse processo de reconstrução por um projeto de desenvolvimento.”
- Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?
“Minhas prioridades são defender os municípios, reduzir desigualdades e ampliar investimentos em saúde, educação, infraestrutura, cultura e desenvolvimento. Quero trabalhar para que Minas recupere sua capacidade de investir, fortaleça sua economia e tenha uma boa relação com o Governo Federal, garantindo que recursos e políticas cheguem a todas as regiões.
Também quero fazer uma política mais próxima das pessoas, ouvindo prefeitos, vereadores e população para transformar as demandas de Minas em iniciativas concretas.
Na fiscalização do governo, exercerei o papel constitucional do Senado com independência e responsabilidade, acompanhando a aplicação de recursos públicos e cobrando resultados, com base em informações, transparência e interesse público.
Nas votações para cargos como de ministros do STF, analisarei cada indicação conforme os requisitos constitucionais, a trajetória e as posições públicas do indicado, votando com responsabilidade, em prol da sociedade e não por conveniência.”

