Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.
- Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?
“Sou Domingos Sávio, médico veterinário formado pela UFMG, produtor rural e servidor público com 34 anos de vida pública. Fui vereador e prefeito de Divinópolis, deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por quatro mandatos consecutivos.
Na Câmara, presidi a Comissão de Viação e Transportes, fui relator da CPI da Lei Rouanet, fundei a Subcomissão do Leite e presidi a Frente Parlamentar do Cooperativismo e a do Comércio e Serviços. Sou autor de leis como a que incentiva a reciclagem de resíduos sólidos (Lei 15.394/2026) e participei da aprovação do Novo Código Florestal.
Decidi disputar o Senado porque Minas precisa de um representante experiente, independente e comprometido com o municipalismo, a fiscalização do governo e a defesa dos interesses dos mineiros. Meu número é 222.”
- Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?
“Juiz de Fora e a Zona da Mata terão em mim um senador presente e atuante. Como deputado federal, já destinou emendas com total transparência para santas casas, hospitais filantrópicos e prefeituras da região, levando demandas de que jamais chegariam a um ministro. No Senado, vou ampliar esse trabalho. Sou autor do PLP 190/2026, que cria o MEI Atípico, beneficiando 574 mil famílias de ambulantes e trabalhadores informais em todo o Brasil, muitos deles na Zona da Mata.
Também defendo o PLP 108, que fortalece o produtor rural e o agronegócio, setor vital para a economia regional. Em oito mandatos, aprovei nove leis federais, sempre com foco na geração de emprego e renda.
Meu compromisso é representar a região com a mesma dedicação: atrair investimentos, defender a infraestrutura local e garantir que as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata tenham prioridade no Senado, comigo, 222.”
- A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?
“A dívida de Minas continua impagável. Votei a favor do Propag porque do jeito que estava era pior, mas a dívida caiu de 200 e poucos bilhões para 160 bilhões e a inflação faz ela crescer permanentemente. Hoje pagamos 100 milhões por mês; a partir de 2027 serão 200 milhões, e em alguns anos chega a 1 bilhão por mês. Isso inviabiliza Minas.
Minha proposta: renegociar com o governo federal garantindo que o estado pague os juros à União, mas que a amortização fique reinvestida em Minas — em rodovias, segurança e saúde.
Também precisamos cobrar os prejuízos da Lei Kandir e da decisão monocrática que há 12 anos trava a revisão dos royalties do petróleo. Não defendo calote, porque se Minas não pagar, nenhum estado paga.
Defendo seriedade na gestão com superávit, e que o dinheiro que Minas manda para Brasília volte como investimento para melhorar a vida dos mineiros. Um senador só não resolve; vamos construir essa solução com o próximo presidente.”
- Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?
“Minha experiência de oito mandatos com integridade moral me preparou para o Senado. Vou brigar por recurso para duplicar as rodovias em Minas, melhorar a segurança do povo mineiro e trazer investimentos para educação e saúde. As rodovias federais estão sucateadas, pagamos pedágio e elas não estão duplicadas.
Não temos investimento federal em segurança pública, nem presídio federal em Minas. Mas primeiro é preciso colocar credibilidade: eleger um presidente do Senado com autoridade moral e enfrentar quem está saqueando o Brasil. Não adianta prometer resolver a dívida e trazer investimentos se eu me recuso a debater com responsabilidade o que está errado. Por isso não fico em cima do muro.
Vou fiscalizar com atitude independente, cobrar equilíbrio entre os poderes e renegociar a dívida com o governo federal. Quero colocar minha trajetória com transparência a serviço de Minas, fazendo o que precisa ser feito.”

