Ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Contagem, Carlin Moura (Avante), número 700, disputa uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. Para Juiz de Fora e a Zona da Mata, o candidato propõe aproximar a UFJF e a UFV da indústria e das oportunidades abertas pela inteligência artificial, ampliar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas e valorizar os profissionais da segurança pública. Também defende o aprimoramento da renegociação da dívida estadual e mudanças no processo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF.
As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.
- Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?
“Sou Carlin Moura, candidato ao Senado pelo Avante, número 700. Nasci em Virgolândia, no Vale do Rio Doce, e aos dez anos fui para Contagem estudar e trabalhar. Exerci dois mandatos como vereador e dois como deputado estadual; fui prefeito de Contagem de 2013 a 2016. Sou jornalista formado pela PUC Minas e advogado pela UFMG, onde fiz mestrado sobre a integração entre o Mercosul e a União Europeia e seus efeitos na segurança alimentar. Integrei a direção da UNE e advoguei para sindicatos de metalúrgicos e petroleiros.
Sou pessoa com deficiência e sempre lutei para remover barreiras que impedem a igualdade de oportunidades. Disputo o Senado porque conheço os desafios dos municípios e quero representar todas as regiões de Minas, inclusive Juiz de Fora e a Zona da Mata, trabalhando por emprego, educação, segurança e desenvolvimento.”
- Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?
“Serei um senador atento a Juiz de Fora e à Zona da Mata, ouvindo prefeitos, universidades, trabalhadores e empresas. Vou defender o ensino tecnológico, a pesquisa e a inovação, aproximando a UFJF, a UFV e os pólos tecnológicos da retomada da indústria e das oportunidades abertas pela inteligência artificial. Trabalharei pelo acesso ao crédito para pequenas e médias empresas, com atenção especial ao empreendedorismo feminino, e pela melhoria da infraestrutura regional.
Na segurança, defenderei a valorização da PMMG, da Polícia Civil e das guardas municipais, com melhores salários, condições de trabalho, equipamentos e tecnologia. Quero fortalecer o ‘escudo de segurança’, integrando municípios, governo federal e estados vizinhos para enfrentar o crime organizado e impedir que facções ocupem territórios mineiros.”
- A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?
“Defendo o aprimoramento do Propag e a negociação para reduzir a dívida de Minas de R$180 bilhões para aproximadamente R$140 bilhões, mediante a oferta de ativos estaduais, com avaliação transparente e proteção do patrimônio público. No Senado, defenderei condições mais justas de pagamento e exigirei que a economia com o serviço da dívida seja investida em Minas, inclusive em Juiz de Fora e na Zona da Mata, em educação, saúde, segurança, habitação e infraestrutura.
Também cobrarei que as compensações ainda devidas pela Lei Kandir e as perdas dos municípios mineradores com a reforma tributária entrem na pauta das negociações com a União. A renegociação deve aliviar as contas do Estado e melhorar a vida das pessoas, com metas e prestação de contas.”
- Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?
“No Senado, priorizarei o ensino tecnológico, a segurança pública e o fortalecimento das instituições democráticas. Defenderei mandatos para ministros do STF e processos de indicação mais transparentes, com listas tríplices e participação da sociedade civil.
Nas sabatinas, cobrarei qualificação, independência e respeito à Constituição. Fiscalizarei o governo federal por meio de comissões, pedidos de informação e acompanhamento dos gastos. Proporei uma reformulação dos mecanismos de controle e transparência do sistema financeiro e bancário para prevenir golpes e escândalos como o do Banco Master.
Quero ajudar a pacificar o país e superar a ‘polarização doentia’ que prejudica todas as esferas da sociedade. Com instituições fortes e diálogo, poderemos enfrentar os problemas de hoje e preparar o Brasil para as revoluções tecnológicas em curso.”

