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Voto e Cidadania 2026: Conheça a candidata do PSOL ao Senado por Minas, Áurea Carolina, e suas propostas

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Foto: Divulgação

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Socióloga, cientista política e ex-deputada federal, Áurea Carolina (PSOL) disputa uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado, tendo o número 500. Com trajetória ligada aos movimentos sociais, especialmente os de mulheres, populações negras e juventudes periféricas, a candidata defende o fortalecimento da economia popular e solidária como uma das prioridades para Juiz de Fora e a Zona da Mata. Entre suas propostas também estão a revisão de renúncias fiscais concedidas a grandes empresas, o aprimoramento da renegociação da dívida estadual e a ampliação das políticas de proteção às mulheres.

Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.

Foto: Divulgação

“Sou socióloga, cientista política, educadora popular e ativista, com uma longa trajetória nos movimentos sociais, especialmente os das mulheres, populações negras e juventudes periféricas.

Em 2016, fui a vereadora mais votada de Belo Horizonte, com uma campanha coletiva que deu origem à Gabinetona, um mandato aberto, coletivo e popular do qual me orgulho muito. Em 2018, me tornei deputada federal por Minas Gerais e me destaquei no enfrentamento à mineração predatória e na defesa dos atingidos pelo crime da Vale em Brumadinho.

Vou disputar o Senado porque a extrema-direita quer tomar essa instituição para articular um novo golpe no Brasil. Precisamos vencê-los e colocar no Congresso pessoas que vão viabilizar um governo que se preocupa com o povo. Para além da especificidade dessas eleições, acredito que o Congresso precisa ter a cara do nosso povo, estar conectado com a vida real, que é o que eu represento, como uma mulher negra, de origem periférica, mãe e trabalhadora.”

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“Minha prioridade na Zona da Mata será fortalecer a geração de trabalho e renda, com apoio à economia popular e solidária, que é um dos nossos eixos na campanha. Juiz de Fora, por exemplo, tem 28 empreendimentos de economia solidária que reúnem 268 trabalhadores e movimentam cerca de R$400 mil por ano no município, segundo o Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (CADSOL). Há ainda uma subnotificação no valor porque essa informação no cadastro é opcional. Esse é um modelo que tem muito potencial para crescer na cidade e na região.

No Senado, vou defender políticas de crédito, assistência técnica e acesso a mercados para esses empreendimentos.

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Também pretendo manter diálogo com as regiões e os municípios para entender suas necessidades e atuar nesse sentido.”

“A dívida de Minas é enorme, resultado de juros acumulados ao longo dos anos e péssimas decisões de governo. Vender patrimônio público, sobretudo a preço baixo, como fez o Governo Zema com a Copasa, não resolve uma dívida dessa magnitude. Outra marca desse governo foi a renúncia fiscal concedida a grandes empresas, bilhões de reais para indústrias de bebidas alcoólicas, cigarros e até a Eletrozema, da família Zema. Se arrecadado, todo esse valor poderia ser usado para investimentos e para amortização da dívida do estado. A conta não fecha quando se renuncia à arrecadação de um lado e se aperta o serviço público do outro.

A solução passa pelo aprimoramento do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), com protagonismo de Minas Gerais, e sobretudo por uma política tributária justa, com revisão da renúncia fiscal a grandes empresários.”

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“Minha prioridade é erradicar os feminicídios no Brasil, garantindo orçamento para políticas de proteção às mulheres, serviços de acolhimento perto de casa e ensino da Lei Maria da Penha nas escolas. Outra é enfrentar a máfia da mineração em Minas Gerais e defender a soberania dos territórios nas decisões sobre exploração mineral.

Além disso, quero desconstruir o orçamento secreto, para que o orçamento pare de ser sequestrado pelas emendas parlamentares e volte a servir às políticas públicas que têm impacto real na vida das pessoas.

Com relação à fiscalização do governo federal, repito o que o presidente Lula sempre diz: ninguém está acima da lei. Pretendo ser uma mão de ferro da Constituição para que ela se cumpra na sua totalidade e defendo que uma mulher negra progressista seja indicada ao cargo de ministra do STF para que tenhamos um Supremo mais representativo da população brasileira.

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É inadmissível que o STF tenha apenas uma mulher em sua composição e vou lutar para mudar isso.”

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