
A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi de 15,81% em Juiz de Fora. Ao todo, 62.506 eleitores deixaram de comparecer às urnas no domingo (25), segundo dados da Justiça Eleitoral. O índice ficou abaixo dos registrados em Minas Gerais (20,33%) e no Brasil (19,22%).
Dos 395.394 eleitores aptos a votar no município, 332.888 compareceram às seções eleitorais, o equivalente a 84,19% do eleitorado. A votação foi realizada em 1.256 seções eleitorais.
Em Minas Gerais, 3.327.941 dos 16.372.144 eleitores aptos a votar não compareceram às urnas, o equivalente a 20,33% do eleitorado. Em todo o Brasil, a abstenção chegou a 30.509.005 eleitores, correspondentes a 19,22% dos 158.745.502 registros de eleitores aptos.
Além das abstenções, Juiz de Fora registrou 3.832 votos em branco, correspondentes a 1,15%, e 8.269 votos nulos, ou 2,48%. Os votos válidos somaram 320.787.
Na disputa pela Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 57,66% dos votos válidos no município, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 42,34%.
Abstenção diminui em relação ao primeiro turno
A abstenção em Juiz de Fora caiu 2,64 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. Na primeira etapa, realizada em 4 de outubro, 72.952 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 18,45% do eleitorado. Já no domingo (25), o número de ausentes foi de 62.506, ou 15,81%.
A diferença representa 10.446 eleitores a menos que deixaram de votar na segunda etapa. A redução acompanhou a queda da abstenção registrada também em Minas Gerais e no Brasil, embora Juiz de Fora tenha mantido taxas inferiores às médias de Minas Gerais e do Brasil.
No primeiro turno, o município registrou 6.610 votos em branco (2,05%) e 10.205 votos nulos (3,16%). No segundo turno, foram 3.832 votos em branco (1,15%) e 8.269 nulos (2,48%).
Diferença entre abstenção, votos brancos e nulos
A abstenção corresponde à ausência do eleitor na votação. Isso ocorre quando uma pessoa apta a votar não comparece à seção eleitoral e, portanto, não registra voto.
Já os votos brancos e nulos são contabilizados quando o eleitor comparece às urnas, mas não escolhe um candidato. No voto em branco, a opção é registrada diretamente na urna eletrônica. No voto nulo, o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato e confirma o voto.
Os votos brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos, utilizado para determinar o percentual obtido por cada candidato. A abstenção, por sua vez, é calculada com base nos eleitores aptos que não compareceram à votação.
Cientista político relaciona queda à mobilização eleitoral
Para o cientista político Raul Magalhães, a redução da abstenção em Juiz de Fora está relacionada à mobilização promovida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a redução da abstenção também foi observada no cenário nacional e fez parte de uma estratégia eleitoral.
“A abstenção em Juiz de Fora reflete um padrão nacional de diminuição por conta da mobilização da campanha do presidente Lula. Esse foi um efeito buscado. Tivemos uma queda de abstenção no Brasil inteiro”, afirma.
Magalhães destaca que Lula já havia vencido o primeiro turno em Juiz de Fora e ampliou a votação no segundo. Na avaliação do cientista político, a redução da abstenção não foi um movimento espontâneo do eleitorado, mas resultado de uma estratégia de campanha voltada à mobilização dos eleitores.
“O importante é que não foi um movimento espontâneo, nesse sentido foi histórico. Nunca antes no Brasil a redução da abstenção foi levada como uma meta de campanha”, analisa.

