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“Nesta cidade, não sabemos o que é derrota”, diz Lula, durante campanha em Juiz de Fora

Lula Leonardo Costa
Milhares de pessoas acompanharam a comitiva de Lula pela Avenida Getúlio Vargas (Foto: Leonardo Costa)
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Convencer o eleitor de que cada voto importa e motivar sobretudo os idosos a votar no segundo turno das eleições 2026, marcado para o dia 25 de outubro, foi o principal tom da campanha do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (16), em Juiz de Fora.

Depois de ter sua visita frustrada em 30 de setembro, por conta das condições climáticas, Lula desta vez conseguiu seguir de helicóptero do Aeroporto Regional em Goianá até o campo do Sport, na Avenida Brasil, região central, onde desembarcou por volta das 13h40, junto com a primeira-dama, Janja da Silva.

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Ainda no local, o concorrente petista foi recebido pela prefeita Margarida Salomão (PT) e por outros correligionários. De lá, seguiu para a concentração de militantes e apoiadores, que o aguardavam desde às 10h na Praça Clodesmidt Riani, conhecida como Praça do Riachuelo. A multidão, coberta por bandeiras, fez a caminhada pela Avenida Getúlio Vargas cercando o carro aberto que levava Lula.

“É muito importante atentar para o dia 25 de outubro, porque vocês sabem que construir alguma coisa é muito difícil, mas destruir é muito fácil. E vocês sabem o que a família Bolsonaro fez no nosso país”, disse Lula em seu discurso durante a passeata.

Em outro momento, o candidato à reeleição afirmou: “Querem destruir todos os direitos trabalhistas porque não representam o direito do povo trabalhador. É muito importante que a gente não permita que haja nenhum retrocesso no nosso país.” Ele também falou aos comerciários e empresários: “Ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6×1. Quem vai ganhar é o Brasil, é o povo trabalhador”, enfatizou Lula.

Várias lideranças do Partido dos Trabalhadores que tiveram sucesso nas urnas em 2026 marcaram presença no ato, entre elas a senadora eleita Marília Campos; a deputada federal reeleita Ana Pimentel; os deputados federais reeleitos Reginaldo Lopes e Rogério Correia; e os deputados estaduais reeleitos Betão, Macaé Evaristo e Leninha, presidente do diretório mineiro do PT.

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Lohanna França (PV), que ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e está prestes a assumir outra na Câmara dos Deputados, também acompanhou a visita de Lula a Juiz de Fora, assim como o deputado federal reeleito André Janones (Rede), que coordena uma intensa busca por votos pelas redes sociais, e o ministro de Minas e Energia, o ex-senador Alexandre Silveira.

Após as primeiras falas, Lula passou a palavra para a senadora eleita Marília. “Agora é o momento da virada para reconduzir Lula à presidência e continuar avançando nossas conquistas pelo país. Agora é o fim da jornada 6×1, e Lula vai enfrentar a tarifa zero no fim de semana. Vamos poder curtir o fim de semana com nossa família. Com Lula, a gente segue em frente e avança nossas conquistas”, clamou a senadora eleita, que é ex-prefeita de Contagem.

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Em seguida, Margarida destacou a “felicidade em receber o presidente Lula neste dia glorioso em que foi promulgado o fim da escala 6×1”.

“O presidente Lula também está mandando o projeto de lei para ter o busão de graça no Brasil inteiro. Aqui em Juiz de Fora já tem, agora o Brasil inteiro vai ter”, comemorou a prefeita, em referência à gratuidade do transporte coletivo na cidade aos domingos.

Em outro momento, Margarida usou o próprio exemplo de eleitora com mais de 70 anos para incentivar o voto das pessoas idosas. “Os mais jovens têm que levar os mais velhos, para a gente resolver de uma vez por todas o futuro do Brasil”, argumentou.

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O governador reeleito no primeiro turno no Piauí, Rafael Fonteles (PT), também discursou e falou aos nordestinos e filhos de nordestinos que moram em Minas Gerais. “As pesquisas já mostraram empate e, neste final de semana, a gente vai virar”, afirmou.

O ex-ministro-chefe da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa pediu: “No domingo, leva o povo para votar. Leva o avô, a avó, leva o Brasil para votar Lula 13″.

Nessa mesma linha, o candidato à reeleição lembrou que muitas pessoas não foram votar no dia 4. “Temos um trabalho para convencer essas pessoas a votar no dia 25, porque o que está em risco é o futuro do nosso país. Não podemos deixar que o fascismo e o bolsonarismo voltem a governar este país. Vamos de casa em casa convencer quem não foi votar a ir neste segundo turno”, projetou Lula.

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(Foto: Felipe Couri)

Durante a passeata, o presidente Lula balançou a bandeira do Brasil, em referência à campanha para “resgate do símbolo do Brasil” liderada por Janones nas mídias sociais. Ele também demonstrou estar emocionado com o fato de a caminhada ter partido da Praça Clodesmidt Riani, ressaltando a importância do líder sindical e político mineiro.

“Em 1962, Riani liderou a greve pela conquista do 13º salário no Brasil. Eu tinha 17 anos, trabalhava na fábrica de parafuso e fiz a famosa greve geral pelo 13º neste país. Não há nada que os trabalhadores conquistaram que não fosse com luta. E hoje, nós conquistamos o fim da escala 6×1″, relembrou.

Lula também demonstrou orgulho por estar “na terra do Riani, do Itamar Franco, do Juscelino, de Tiradentes e da mais extraordinária prefeita de Juiz de Fora”, citou.

Afirmando que a luta continua, pois “a luta não para”, o candidato petista destacou seu carinho pelos juiz-foranos.

“Eu amo vocês porque nesta cidade eu ganhei todas as eleições para presidente da República. Nesta cidade, não sabemos o que é derrota. E agora, vamos ter que votar muito mais. É a bandeira brasileira ou a bandeira americana, se eles ganharem as eleições. É isto que está em jogo”, afirmou Lula, em referência à hipótese de interferência do governo de Donald Trump no país caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito.

Ao fim do ato, por volta das 15h15, Lula anunciou que seguiria para Ipatinga para fazer outra passeata, agradeceu à prefeita e relembrou sua última visita à cidade, em 28 de fevereiro, após os desastres causados pelas fortes chuvas. “O povo pode ficar tranquilo que não faltará recursos do governo federal para recuperar a cidade. Não faltou e não vai faltar“, defendeu.

Antes de se despedir, ele pediu um esforço ainda maior para convencer as pessoas que não foram votar no primeiro turno a comparecerem às urnas no segundo, citando projetos criados durante seus mandatos.

“As pessoas precisam ter noção do que está acontecendo neste país. Se a gente não ganhar, tudo o que está investido em Minas Gerais ficará paralisado”, complementou.

Nesse contexto, deu um recado ao governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos): “Cleitinho é esperto, não precisa me apoiar, só ficar quietinho”, alfinetou.

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