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Durante campanha em Juiz de Fora, Flávio Bolsonaro diz que vai ‘reorganizar as instituições’

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Mesmo desembarcando no Aeroporto Regional, Flávio Bolsonaro foi ao encontro de apoiadores no Serrinha (Foto: Felipe Couri)
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Após alterar a rota prevista para a agenda de campanha em Juiz de Fora nesta quarta-feira (9) e pousar no Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre Rio Novo e Goianá, o candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, seguiu de carro até o Aeroporto da Serrinha, na Cidade Alta, onde era aguardado há duas horas por apoiadores. Muitos deles, já frustrados pela visita cancelada de última hora no dia 17 de agosto, chegaram a gritar: “Flávio, cadê você, eu vim aqui só pra te ver”. Chegando ao local, o concorrente concedeu entrevista coletiva e, ao ser questionado sobre a recondução de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal, não perdeu a oportunidade de alfinetar seu principal adversário nas urnas.

“Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula. O Brasil virou uma várzea com o que está acontecendo. Perderam qualquer pudor de tomar decisões contra os precedentes do Supremo, contra a Constituição, para se protegerem. Então, obviamente, todas essas decisões que estão sendo tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino, da forma que foi, é claro que é para tentar interferir em eleições”, avalia, sobre a medida que reverteu o afastamento imposto pelo ministro André Mendonça.

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Na sequência, o presidenciável dispara: “O Brasil precisa de um presidente, que é Flávio Bolsonaro, para reorganizar as instituições, para indicar ministros e ministras para o Supremo Tribunal Federal que possam, de verdade, voltar a falar dentro do processo e sem usar o seu poder para perseguir opositores políticos.”

‘Quem ganha em Minas, ganha no Brasil’

Sobre o balanço de sua campanha, a menos de um mês para o pleito, Flávio Bolsonaro avalia que a reação tem sido “excepcional”: “As pesquisas mostram isso. Tradicionalmente, quem ganha em Minas, ganha no Brasil”, diz ele, ao indicar pesquisa na qual aparece com três pontos de vantagem em Minas em um possível segundo turno. “Isso, obviamente, para mim, é motivo de alegria. O 7 de setembro foi uma grande festa da democracia. E a gente quer ganhar nas urnas. Ao contrário do nosso adversário, que parece estar querendo a todo momento ganhar no tapetão, instrumentalizando uma Polícia Federal para perseguir seus opositores políticos.”

Ainda soltando farpas contra o presidente Lula, Flávio não perdeu a oportunidade de mencionar seu pai, Jair Bolsonaro. “Lula não conseguiu conquistar sua base dentro do Congresso para poder aprovar as medidas, recorre ao Supremo Tribunal Federal, indica seu ex-ministro da Justiça e seu próprio advogado para armarem uma farsa contra Bolsonaro. E agora estão promovendo todo esse caos aí, dando canetada completamente ao arrepio do que diz a Constituição e do que diz a lei.”

Flávio diz esperar que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tome alguma decisão, “começando por suspender essa liminar dada por Flávio Dino”. “E convoque imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão aí, de forma pública, aberta, transparente. Porque o Brasil precisa saber que quem tem que resolver as eleições é o povo brasileiro, não é o Supremo.”

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Reconstrução da Zona da Mata

Sobre sua proposta para a reconstrução da Zona da Mata após as chuvas deste ano, Flávio Bolsonaro afirma que já existe um fundo para ser colocado em prática. “Já tem fontes de receita para que, em momentos como esse de tragédia, imediatamente, os recursos possam ser liberados para os itens de primeira necessidade. As cidades precisam ter em seus planos diretores estruturas formadas para as horas de emergência, locais para onde possam ser deslocadas as pessoas que perderam seus imóveis, as vítimas de enchentes e de deslizamentos.”

O candidato garante continuar investindo em tecnologia para prever com mais segurança e previsibilidade chuvas fortes. “Tem que haver um trabalho municipal também para retirar pessoas que moram em áreas de alto risco de deslizamento. Então é um trabalho conjunto. A Defesa Civil é, de verdade, uma área que tem que ser pensada com a principal palavra, que é integração, entre municípios, estados e Governo federal. Da minha parte, assim vai ser.”

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Para ele, estar em Juiz de Fora, uma cidade simbólica para o seu pai devido à facada sofrida na campanha de 2018, é sempre um momento de reflexão. “E eu pretendo agora fazer um trajeto junto com os nossos aliados aqui, com o povo que está ao nosso lado. Que eu possa completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar”, comentou, antes de seguir em motociata até o Calçadão da Rua Halfeld, considerado por ele como o local do “segundo nascimento”, de Jair Bolsonaro.

 

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