Ícone do site Tribuna de Minas

Eleições 2026: Com o fim das convenções, confira quem está confirmado na disputa pelo Governo de Minas Gerais

Eleições 2026: Com o fim das convenções, confira quem está confirmado na disputa pelo Governo de Minas Gerais
Prazo para registro das candidaturas termina no próximo dia 15, um dia antes do início oficial do período eleitoral (Foto: Fernando Priamo / Arquivo TM)
PUBLICIDADE

A disputa pelo Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 foi definida após o encerramento do prazo para as convenções partidárias, nessa quarta-feira (5). Ao todo, 11 candidaturas devem entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes, reunindo nomes que vão do atual governador Mateus Simões (PSD) a ex-prefeitos, parlamentares, professores e representantes de partidos que terão chapa própria. O Republicanos confirmou que também participará da disputa, mas ainda não informou quem será o candidato.

Indira Xavier (UP)

O UP foi o primeiro partido a se posicionar nesse quesito: durante convenção em 21 de julho, em Belo Horizonte, a chapa “puro-sangue” composta por Indira Xavier como candidata a governadora e Renato Campos a vice foi aprovada.

PUBLICIDADE

A decisão confirmou o que o diretório estadual havia adiantado à Tribuna de Minas em março: “o intuito é lançar uma mulher negra como candidata, em resposta ao aumento no índice de feminicídios em Minas Gerais”. Os presentes na convenção também aprovaram que o partido concorra isoladamente aos cargos, não integrando coligação com outros partidos.

Indira é coordenadora Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benário e da Casa de Referência da Mulher Tina Martins. Iniciou atuação nos movimentos sociais aos 16 anos, no grêmio do Cefet Alagoano, tendo sido diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), do Movimento De Luta Nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Em 2016, se mudou para Belo Horizonte para ajudar a construir a Primeira Ocupação de Mulheres da América Latina, a Casa Tina Martins, que já atendeu mais de 10 mil mulheres em situação de violência.

Essa será a quinta disputa eleitoral de Indira, após se candidatar a deputada estadual pelo PSOL no estado de Alagoas, onde nasceu, em 2006 e 2010; a governadora de Minas Gerais pelo UP em 2022; e a prefeita de Belo Horizonte, também pelo UP, em 2024. Não foi eleita em nenhum dos casos.

Já o candidato a vice-governador pelo UP, Renato Campos, nasceu em Belo Horizonte e iniciou a militância no início dos anos 2000, ainda secundarista. Ele foi fundador e presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Professor Francisco Brant e fez parte da construção da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de BH, contribuindo na organização de inúmeras passeatas pelo meio passe estudantil.

PUBLICIDADE

O UP foi o primeiro partido a se posicionar nesse quesito: durante convenção em 21 de julho, em Belo Horizonte, a chapa “puro-sangue” composta por Indira Xavier como candidata a governadora e Renato Campos a vice foi aprovada.

Ben Mendes (Missão)

O Partido Missão confirmou a candidatura do jornalista, advogado e estudante de Medicina Ben Mendes ao Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A convenção estadual da legenda foi realizada em 22 de julho.

PUBLICIDADE

Esta será a primeira disputa eleitoral de Ben Mendes. A chapa será formada ainda por Cabo David Souza, candidato a vice-governador.

“A chapa reúne dois nomes com trajetórias complementares, que somam experiências na iniciativa privada, no serviço público e na segurança pública”, informou o Missão. Segundo o comunicado, a legenda disputará o Governo de Minas com “chapa pura”.

Rafael Ávila (PSTU)

Durante convenção em 24 de julho, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) de Minas Gerais oficializou a candidaturs do trabalhador da mineração Rafael Ávila (Duda), para governador. A chapa será constituída também pela professora da rede municipal de Belo Horizonte, Diana de Cássia, como candidata a vice-governadora.

PUBLICIDADE

Duda já foi candidato a prefeito de Congonhas em 2024 e 2020, e, em 2022, foi candidato a deputado federal. Em todas as disputas eleitorais, estava filiado no PSTU e não foi eleito. Segundo a plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato nasceu em Belo Horizonte e é técnico de Mineração, Metalurgia e Geologia.

Por sua vez, a candidata a vice-governadora Diana de Cássia participou de apenas um pleito eleitoral: tentou ser deputada estadual em 2022, mas não recebeu votos o suficiente para ser eleita.

Túlio Lopes (PCB)

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou a candidatura do professor Túlio Lopes ao Governo de Minas no pleito deste ano. A chapa própria da legenda terá Warlen Nunes como candidato a vice-governador.A definição ocorreu no dia 25 de julho, durante convenção partidária realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte.

PUBLICIDADE

Professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Túlio Lopes é ex-presidente da Associação dos Docentes da instituição e atualmente comanda o PCB em Minas Gerais, além de integrar o Comitê Central do partido.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esta será a quinta disputa eleitoral de Túlio: Em 2006, foi candidato a deputado estadual; em 2014, concorreu ao governo mineiro; em 2016, disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte e, em 2018, também foi candidato ao Senado. Não foi eleito até então para cargos eletivos.

Já o vice Warlen Nunes é integrante dos comitês Central e Estadual do PCB. Graduado em Filosofia pela PUC Minas, ele é mestre e doutorando na mesma área pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Alexandre Kalil (PDT)

Alexandre Kalil foi oficializado, em 26 de julho, como candidato do PDT. Aos 67 anos, ele vai disputar uma eleição pela quarta vez.

Em 2016, foi eleito prefeito de Belo Horizonte e, quatro anos depois, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno do pleito de 2020. Em 2022, concorreu pela primeira vez ao Governo de Minas, então pelo PSD e com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Carlos Mosconi (PSDB) foi oficializado como candidato a vice-governador na chapa de Kalil. Médico e reconhecido pela atuação na área de saúde pública, foi deputado federal por quatro mandatos, deputado estadual por dois e presidiu o partido em Minas.

Patrus Ananias (PT)

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou sua convenção partidária, de forma virtual, em 27 de julho. Dias depois, a Federação Brasil da Esperança – da qual o PT faz parte junto com o PV e o PCdoB – também se reuniu, confirmando o nome de Patrus Ananias na disputa. Ele será acompanhado pelo ex-procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior, como candidato a vice-governador, em indicação articulada feita pelo PSB, que irá compor oficialmente a coligação.

Patrus Ananias nasceu em Bocaiúva (Norte de Minas), foi vereador de Belo Horizonte de 1989 a 1992, e prefeito, de 1993 a 1996. Em 2002, foi eleito deputado federal e permaneceu na Câmara até 2004. A convite do então presidente Lula, foi o primeiro titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), onde permaneceu até 2010. Também assumiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário de 2014 a 2016. Atualmente, exerce o terceiro mandato como deputado federal.

Gabriel Azevedo (MDB)

O diretório mineiro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou, no último sábado (1º), a candidatura do advogado, jornalista e ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo ao Governo de Minas nas eleições deste ano.

Aos 40 anos, Gabriel vai disputar uma eleição pela quarta vez. Em 2016, foi eleito para a Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo então PHS. Quatro anos depois, conquistou a reeleição pelo Patriota, partido posteriormente extinto.

Durante a passagem pelo Legislativo da capital mineira, chegou à presidência da Câmara e protagonizou embates com diferentes lideranças políticas da cidade. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte e terminou a disputa na quarta posição, com cerca de 133 mil votos.

A candidata a vice-governadora é a vereadora Maria Helena de Quadros Lopes, de Montes Claros, também do MDB. Empresária, mãe de três filhos e vereadora em seu quarto mandato, Maria Helena foi eleita pela primeira vez aos 28 anos. Exerceu a vice-presidência da Câmara Municipal, tornou-se a primeira mulher a presidir o MDB de Montes Claros, atuou como secretária-adjunta de Defesa Social e hoje é procuradora da Mulher.

Mateus Simões (PSD)

O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, oficializou no último domingo (2) sua candidatura à reeleição. Embora ocupe o comando do Palácio Tiradentes desde março, quando Romeu Zema (Novo) deixou o cargo para disputar a Presidência da República, será a primeira vez que Simões enfrentará diretamente as urnas como candidato cabeça de chapa.

Mateus Simões tem 45 anos, é formado em Direito pela Faculdade Milton Campos e mestre em Direito Empresarial pela mesma instituição. Antes de assumir o Governo de Minas, foi professor universitário, empresário, procurador concursado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), vereador de Belo Horizonte e secretário-geral de Governo na gestão Romeu Zema.

A chapa terá coligação formada pelo PSD, pela federação União Progressista (União Brasil e PP), pelo Partido Novo, pela Federação PRD e Solidariedade e pelo Avante, segundo informações repassadas pela assessoria do governador à Tribuna de Minas.

O candidato a vice-governador foi indicado, nessa quarta (5), pelo União Brasil: trata-se de Danilo de Castro, nascido em Viçosa, na Zona da Mata mineira. Ele já foi presidente da Caixa Econômica Federal, de 1992 a 1994, deputado federal de 1995 a 2007 (em três mandatos consecutivos) e secretário de Estado do Governo de Minas.

Flávio Roscoe (PL)

O empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, será o candidato do PL ao governo de Minas. O anúncio ocorreu nessa quarta-feira (5), em vídeo em que ele se apresenta ao lado do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro.

Até essa quinta (6), no momento da edição, não havia sido anunciado quem irá acompanhá-lo na condição de candidato a vice-governador.

Henrique Áreas (PCO)

O Partido da Causa Operária (PCO), durante convenção realizada também nessa quarta, lançou Henrique Áreas como candidato ao Executivo estadual. Estevão Gomes compõe a chapa como candidato a vice-governador. O evento de lançamento ocorre no sábado (8).

Henrique Áreas é militante do PCO desde 2007, secretário nacional de Agitação e Propaganda e membro do Comitê Central do Partido. Formado em Ciências Sociais pela Unicamp, é trabalhador dos Correios e foi diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios. Ele foi candidato a prefeito de São Paulo pelo 2016.

Já o candidato a vice, Estevão Gomes, é agricultor e já havia participado de dois pleitos eleitorais: em 2012, quando entrou como suplente de vereador em Pirapora pelo PT; e em 2024, ano em que se candidatou a prefeito da mesma cidade, já pelo PCO, mas não foi eleito.

Republicanos confirma candidatura, mas ainda não divulga nome

Após as idas e vindas sobre a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), até então rejeitada, ao Governo de Minas, o partido registrou, na madrugada desta quinta-feira (6), uma ata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicando que terá nome próprio na disputa estadual.

O documento prevê candidaturas para governador, vice-governador e Senado. A definição dos nomes ficará a cargo do presidente estadual da legenda, o deputado federal Euclydes Pettersen. A ata também autoriza o Republicanos a apoiar candidatos de outros partidos ao Senado, caso não apresente dois nomes próprios. O partido, no entanto, ainda não informou quem será o candidato ao Governo de Minas.

A Tribuna de Minas procurou o diretório estadual do Republicanos e a assessoria do ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, citado como possível vice de Cleitinho ou eventual cabeça de chapa. Até o fechamento desta edição, não houve retorno. O espaço segue aberto.

Sair da versão mobile