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Governador após renúncia de Zema, Mateus Simões oficializa candidatura à reeleição

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Divulgação PSD

Convencao PSD Mateus Simoes Divulgacao
Mateus Simões oficializou a candidatura à reeleição durante convenção realizada na ALMG (Foto: Divulgação/ PSD)
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O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), oficializou no domingo (2) sua candidatura à reeleição. Embora ocupe o comando do Palácio Tiradentes desde março, quando Romeu Zema (Novo) deixou o cargo para disputar a Presidência da República, será a primeira vez que Simões enfrentará diretamente as urnas como candidato ao Governo estadual.

Eleito vice-governador na chapa de Zema em 2022, Simões assumiu o Executivo estadual após a renúncia do titular. Antes disso, ocupava a Secretaria-Geral do Governo, em era responsável pela coordenação de projetos estratégicos e pela articulação institucional da Administração estadual. Desde então, passou a liderar o Governo mineiro e tentará, pela primeira vez, conquistar um mandato próprio.

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A oficialização da candidatura de Simões ocorreu durante a convenção realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, e reuniu aliados e lideranças da base governista.

Ao lado de Simões estavam o ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, o presidente estadual do PSD, deputado Cássio Soares, a prefeita de Uberlândia e vice-presidente estadual da sigla, Elisa Araújo, o senador Carlos Viana (Podemos), candidato à reeleição, o presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, e o presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé. 

A candidatura de Simões foi oficializada poucos dias após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que o coloca entre os últimos colocados na corrida pelo chefia do Executivo mineiro.

No levantamento, divulgado na última terça-feira (28), o governador aparece com entre 6% e 7% das intenções de voto, atrás do senador Cleitinho, que lidera com 34% ou 35%, de Alexandre Kalil (PDT), com 12%, e de Patrus Ananias (PT), com 10%.  O quadro de candidatos mineiros ainda não está fechado, é o caso do próprio Cleitinho (Republicanos), que apesar de assumir a ponta nas intenções de voto da pesquisa enfrenta impasses dentro no partido. 

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Simões aposta na continuidade da gestão Zema 

Mateus Simões tem 45 anos, é formado em Direito pela Faculdade Milton Campos e mestre em Direito Empresarial pela mesma instituição. Antes de assumir o Governo de Minas, foi professor universitário, empresário, procurador concursado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), vereador de Belo Horizonte e secretário-geral de Governo na gestão Romeu Zema.

Além da atuação na administração pública, o candidato é sócio de uma empresa de consultoria e mantém atividades na produção de grãos em propriedades no Tocantins. Segundo sua assessoria, uma de suas principais bandeiras é a educação, área em que coordenou a criação do programa Trilhas de Minas, voltado à formação técnica de jovens.

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Durante a convenção que oficializou sua candidatura, Simões centrou o discurso na defesa da continuidade da atual gestão e destacou as negociações do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Segundo ele, Minas recuperou o equilíbrio fiscal desde que a administração de Romeu Zema assumiu o comando do Estado, em 2019.

“A mudança que Minas precisava já aconteceu. Nós tiramos o Estado da pior crise da sua história, colocamos as contas em ordem, investimos nas pessoas e mostramos que é possível dizer não à velha política e sim aos mineiros”, afirmou. Ao longo do discurso, o governador defendeu a continuidade do modelo de gestão adotado nos últimos anos e apresentou a candidatura como uma forma de dar sequência às políticas implementadas desde o início da gestão Zema.

Apesar do cenário positivo no discurso do candidato, Minas vive um déficit orçamentário de longa data e que somente neste ano passa dos R$ 5 bilhões. Conforme a ALMG, em 2026 a receita total do Estado foi estimada em R$ 141,7 bilhões, com uma despesa de R$ 146,9 bilhões. Ainda assim, o montante é menor do que a conta negativa vista em 2025, que foi de 8,6 bilhões.   

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