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Política – 31-03-2013

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Entre PSDB e PT, prova de fogo para dirigentes do PMDB

As direções municipal e estadual do PMDB, recentemente eleitas e empossadas, não tiveram muito tempo para se acomodar. A antecipação do debate sucessório de 2014 trouxe junto uma série de questões esperadas, quando muito, para o final do ano. O presidente licenciado do partido no estado, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, enquanto segurava as rédeas peemedebistas, enfrentou a pressão dos correligionários por mais espaço na Esplanada dos Ministérios. Ao mesmo tempo, lidou com o assédio de interlocutores do senador Aécio Neves (PSDB), que gostaria de ter o PMDB de Minas ao seu lado em uma eventual candidatura à Presidência. Com o afago da presidente Dilma Rousseff, que acabou levando o próprio Antônio Andrade para Brasília, a direção da sigla no estado passou às mãos do deputado e ex-ministro Saraiva Felipe. É dele agora a tarefa de acalmar o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), que se sentiu preterido na escolha para o Ministério da Agricultura. Mais à frente, caso as articulações eleitorais sigam de forma tão precoce, cairá em seu colo a pré-candidatura ao Governo de Minas do senador Clésio Andrade.

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Guardada as devidas proporções, a situação do presidente do PMDB de Juiz de Fora, Paulo Gutierrez, não é muito diferente da dos dirigentes estaduais. Já na primeira reunião ordinária do diretório local sob sua condução, ele ouviu reclamações de correligionários quanto à presença do PSDB no Governo Bruno Siqueira (PMDB). O problema, segundo peemedebistas de peso, seria o amplo espaço dado aos tucanos em detrimento de filiados da legenda. O ruído em relação à atual Administração, no entanto, é visto pelo próprio comando municipal da sigla como a ponta do iceberg, quando se coloca no horizonte as eleições de 2014. Mesmo com a questão sendo excluída de forma taxativa de qualquer conversa, é grande a expectativa, principalmente entre aqueles com mais tempo de casa, quanto ao lançamento de candidaturas próprias à Assembleia de Minas e à Câmara dos Deputados. A ideia de apoiar um nome de outra legenda, como o vereador Isauro Calais (PMN), que deve concorrer mais uma vez a uma cadeira de deputado estadual, é repelida com veemência por peemedebistas de todas estaturas. Nada comparado, no entanto, à aversão dos filiados do PMDB de Juiz de Fora à ameaça de aproximação com o PSDB.

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