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Vinda de Marco Feliciano a JF causa protestos

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A possibilidade de o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) visitar Juiz de Fora em novembro para cumprir agenda religiosa já provoca polêmica nas redes sociais. A direção do Movimento Gay de Minas (MGM) se movimenta para organizar um protesto contra o pastor, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Para isso, os ativistas criaram um evento no Facebook. Até a noite desta terça-feira (29), quase 300 pessoas haviam confirmado presença. Inicialmente, a manifestação está agendada para o dia 14. A data marca o início da Conferência profética de unção e poder, organizada pela Igreja Batista Resplandecente Estrela da Manhã (Ibrem). Feliciano é anunciado como um dos palestrantes do encontro. A Ibrem afirma que o parlamentar deve participar da conferência no dia 15 ou 16. A definição depende da agenda do deputado. Contatos com o gabinete e com a assessoria do parlamentar também não confirmaram em qual dia o pastor estará no município.

Estamos organizando este protesto contra a presença do deputado na cidade e, principalmente, na presidência da comissão. Ele trabalha sistematicamente para prejudicar a comunidade LGBT e as demais minorias, afirma Marco Trajano, presidente do MGM, e um dos criadores do evento no Facebook . As manifestações são recorrentes durante as visitas de Feliciano em várias cidades do país. As polêmicas tiveram início deste de que seu nome foi ventilado para assumir a presidência da CDH, o que se tornou realidade em março. Desde então, o parlamentar defendeu posições contrárias à união homoafetivas, à adoção de crianças por casais homossexuais e ao aborto. Além disso, mostrou-se favorável ao projeto que ficou conhecido como cura gay, e acabou como um dos principais alvos das manifestações de junho. Este mês, em sessão presidida pelo deputado, a CDH aprovou projeto de lei que livra templos e igrejas de serem enquadrados no crime de discriminação se vetarem a presença de cidadãos que violem seus valores, doutrinas, crenças e liturgias.

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Representantes da Ibrem afirmam que já estão cientes da movimentação dos ativistas. Qualquer um tem o direito de manifestar por aquilo que acha que é certo. Porém, existem alguns limites que precisam ser respeitados. Há também o direito ao culto religioso. Ele virá à Juiz de Fora não como deputado, mas como pastor, e participará de um evento organizado por uma igreja conceituada na cidade, afirma o pastor Wilson Roberto Caetano, um dos organizadores da conferência. Trajano reforça que a intenção é fazer um protesto contra a atuação política de Feliciano. Não se trata de uma manifestação contra a Igreja Evangélica. É contrária à atuação do deputado à frente da CDH. Da mesma forma que ele se permite usar a Bíblia como base para suas reflexões políticas, vamos levar até a Igreja a Constituição Federal, que nos garante igualdade de direitos.

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