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Proposta de concessão de vias agrada prefeitos

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A intenção do Governo de Minas em conceder rodovias estaduais e federais delegadas à iniciativa privada é vista com bons olhos pelos prefeitos da região. A iniciativa envolveria 255 quilômetros de estradas que cortam a cidade e região, sendo elas a BR-267, BR-120, MG-133, MG-353 e BR-265. A Tribuna ouviu os chefes do Executivo de Juiz de Fora e municípios da região, buscando a opinião deles sobre a possibilidade de realização das concessões, questionando ainda de que forma será feito o diálogo junto à sociedade, as prefeituras da região e o Governo. Viabilizada pela Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) por meio de uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI), a medida já tem seis empresas interessadas em operar nos trechos da Zona da Mata.

Observando os modelos de concessão realizados pelo Governo federal na BR-040, em 1996 e 2014, o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira (PMDB), afirma que a proposta é bem-vinda. “Se for para garantir mais segurança, em que pese o custo desta segurança, eu acredito que seja uma ótima proposta. Mas desde que seja com custos pequenos para os motoristas. É um modelo do Governo do estado, que deveria fazer uma discussão com a região e permitir à sociedade opinar sobre como será feita essa concessão”, afirma.

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Já o prefeito de Ubá, Vadinho Baião (PT), afirma ainda não ter analisado o termo e ter uma opinião formada, mas acha necessário conhecer todas as condições que serão postas. “Ninguém é contra o critério das privatizações quando se é para melhorar a conservação e garantir mais segurança. No entanto, o que eu vejo é que alguns pedágios são bem elevados, se comparados com outros países que têm rodovias privatizadas. A iniciativa não pode ser boa somente para as empresas que ficarão responsáveis pelos trechos. As pessoas têm que ficar satisfeitas com o trabalho, feito com um preço justo”, afirma. Vadinho destaca também o risco para condutores que preferirem usar rotas alternativas para evitar as praças de pedágio. “Se o preço não for atrativo, isso pode gerar mais insegurança do que já temos”, destaca.

Sistema aeroportuário

A prefeita de Rio Novo, Maria Virgínia do Nascimento Ferraz (PRP), afirma ser vantajosa a iniciativa para se reforçar o sistema aeroportuário regional. “Nossas estradas estão muito mal cuidadas, demandam uma terceira pista, são perigosas e com muitos buracos. Com a viabilização do Aeroporto Regional, o fluxo irá aumentar muito, e a concessão será fundamental”, diz. Em consonância com a colega, o prefeito de Coronel Pacheco, Joaquim Elesbão (PHS), se diz favorável à concessão e diz que a iniciativa poderá reforçar a segurança. “Tudo que puder ficar na mão da iniciativa privada, que seja destinado a ela. Infelizmente na mão do Estado não está funcionando. Nossas vias são muito sinuosas e de muitos perigos.” A cidade é cortada pela MG-353 e é também um ponto de início da rodovia MG-133.

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A cidade de Rio Pomba é cortada por três rodovias que estão no lote rodoviário de número 10, da Zona da Mata: as MGs 133 e 285 e a BR-265, no trecho até Ubá. O prefeito Fernando Antônio Dutra Macedo (PMDB) classifica como ótima a ideia de levar adiante as concessões. “De um ano e meio para cá, a conservação está precária. É necessário realizar a limpeza dos acostamentos, operação tapa-buracos. Para isso, é importante fazer uma discussão com os municípios, a Ampar, o Cisdeste e outros consórcios municipais, já que a frota de veículos circula nessa região toda. É preciso de uma logística funcionando perfeitamente.”

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