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UFJF deve romper com terceirizada

trabalhadores da capital discutem atraso de pagamentos com pro reitor de planejamento

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Trabalhadores da Capital discutem atraso de pagamentos com pró-reitor de Planejamento
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Trabalhadores da Capital discutem atraso de pagamentos com pró-reitor de Planejamento

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O imbróglio vivido pelos funcionários ligados à Capital Informática Soluções e Serviços, que prestam serviços ao Centro de Educação à Distância (Cead) da UFJF, em greve desde o dia 16, ganhou um novo capítulo ontem. Após reunião entre os trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Juiz de Fora (Sinteac-JF) e a Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Gestão, ficou acordado entre as partes que o contrato da universidade com a empresa será rompido em até dez dias, caso a Capital não regularize o repasse dos vencimentos.

O pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Nepomuceno, reiterou que a Federal está em dia com os pagamentos à empresa e ciente do não cumprimento das obrigações da mesma junto aos funcionários. “A empresa já vem demonstrando problemas, como débitos fiscais, que complicam o pagamento e a emissão das notas. Infelizmente, a UFJF não tem como fazer pagamento direto aos funcionários, apenas sob mandato judicial. Por tanto, orientei ao sindicato como proceder na Justiça”, destacou o pró-reitor, acrescentando que a empresa receberá a segunda notificação, que consiste no primeiro passo para a suspensão definitiva do contrato.

O tesoureiro do Sinteac-JF, Sérgio Ribeiro, adiantou que, na tarde de ontem, o departamento jurídico do sindicato já havia iniciado a formulação da liminar, pedindo pelo bloqueio dos créditos da UFJF à empresa, que a autorizaria a fazer o pagamento aos funcionários em juízo. A reunião ainda resultou na criação de um canal de comunicação entre os funcionários da Capital e a Federal, para manter o grupo informado a respeito de datas e medidas a serem tomadas no futuro.

Paulo Nepomuceno disse à Tribuna que há urgência em contratar uma nova empresa para restabelecer o serviço na Federal e que os atuais funcionários podem ser reaproveitados e empregados pela nova terceirizada. “À época, licitamos 97 postos de trabalho e, atualmente, 84 estão sendo ocupados. Caberá a nova empresa optar por mantê-los em seus cargos.”

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Procurada pela reportagem, a Capital informou que o responsável para tratar do assunto estava em viagem à São Paulo, e que retornaria à empresa na próxima semana. Os funcionários da terceirizada estão sem receber os salários e os benefícios referentes ao mês de dezembro, que deveriam ter sido pagos no dia 7 deste mês.

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