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Partidos buscam novos nomes para a Prefeitura

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Em outubro de 2012, a eleição do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) colocou ponto final a um ciclo de 30 anos em que os grupos encabeçados pelos ex-prefeitos Tarcísio Delgado (PSB), Custódio Mattos (PSDB) e Alberto Bejani (PSL) se revezaram no comando do Executivo de Juiz de Fora. Sob o discurso da renovação, Bruno desbancou os anseios de Tarcísio nas prévias do PMDB e a ambição de Custódio em se reeleger para cumprir um terceiro mandato. Pouco mais de três anos depois, pesquisas qualitativas internas encomendadas por diferentes lideranças partidárias da cidade indicam que o clamor dos eleitores pelo “novo” ainda não foi silenciado. Tal constatação faz com que as legendas façam uma movimentação inversa à tradicional, deixando caciques em segundo plano para buscar fora de seus quadros nomes de possíveis postulantes à Prefeitura. Assim, nas últimas semanas, quadros tidos como bons gestores, porém sem grandes históricos na vida pública, têm sido sondados e ganham força como candidatáveis.

Entre os rumores que ecoam nos corredores da política local, as apostas de momento como candidatos latentes recaem sobre Wilson Rezende Franco, empresário da construção civil ligado ao Grupo Rezato; Hugo Borges, médico e presidente da Unimed Juiz de Fora; Aloísio Vasconcelos, presidente da Associação Comercial; o engenheiro Eduardo Lucas; e Henrique Duque, ex-reitor da UFJF. Os cinco nomes já foram sondados por vários partidos e lideranças para uma possível empreitada pela Prefeitura. Até aqui, apenas um deles admite abertamente a possibilidade de se lançar na disputa. Ainda sem partido, Eduardo Lucas afirma que já trabalha uma pré-candidatura e tem uma equipe dedicada à consolidação de um projeto para a cidade. “Não são especulações. Há uma pré-candidatura em construção, que deve surgir forte e surpreender muita gente.”

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Com uma possível empreitada em estado embrionário, já que ainda precisa de um partido e de um grupo político de forma a fazer uma candidatura consistente, o engenheiro rechaça o rótulo de empresário e se diz um empreendedor. “A ideia (da candidatura) surgiu de trabalhos feitos junto à sociedade civil e lideranças comunitárias. O importante é somar forças que conheçam as demandas da nossa comunidade e isso perpassa pelo empreendedorismo e pelo diálogo com entidades não governamentais.” Apesar de ainda não estar filiado, Eduardo afirma manter diálogo próximo com duas legendas, o PR e a Rede Sustentabilidade, além de, pelo menos, outras cinco legendas.

Até abril

Três dos demais outsiders, como são chamados os quadros sem um histórico na política tradicional, apontados como candidatáveis não confirmam ou descartam uma empreitada. Wilson afirma que ainda não é momento para definição e evita falar sobre uma possível candidatura. “Está tudo no campo dos estudos”, resume. Segundo o empresário, tal definição deve se alongar até abril, prazo final para filiação ou troca de partido dos interessados em ingressar na disputa pelo Executivo ou por cadeiras na Câmara. Apesar da discrição, dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mostram que Wilson acertou vínculo ao PSB no último dia 2 de outubro. O partido ter como principal liderança na cidade o deputado federal Júlio Delgado (PSB), que, recorrentemente, é apontado como possível postulante à Prefeitura. Contudo o nome de Wilson ganha força diante da constatação de pesquisas que apontam um nome novo como o perfil de candidato ideal.

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Sem confirmar candidatura, Aloísio Vasconcelos admite que começa a enxergar com bons olhos a possibilidade de se enveredar na disputa. “No ano passado, já havia recebido convites para disputar as eleições, mas isso ainda não me passava pela cabeça. Agora, várias pessoas têm me incentivado. De empresários a integrantes da Associação (Comercial, a qual preside). Não imaginava isso. Estou surpreendido e balançado. Seria falsidade dizer que não estou estudando a possibilidade.” Filiado ao PP, ele pretende utilizar o tempo disponível – até abril – para avaliar o cenário. “Entrei no PP em apoio à candidatura de Cláudio Horta (empresário) que acabou não acontecendo”, lembra Aloísio, que já foi sondado por outras siglas e não descarta uma troca de legenda.

Mais experiente na vida pública, o ex-reitor Henrique Duque é outro que não descarta entrar na disputa pela sucessão. “Nas próximas semanas, pretendo conversar com alguns partidos que me procuraram. Política não é feita de desejo pessoal, mas de diálogo.” Duque, todavia, reforça que seu anseio é contribuir com a cidade. “Seja como candidato ou de outra forma. Mas, se for como candidato, estarei preparado.” No último dia 21, o PCdoB definiu por lançar um nome à Prefeitura. A despeito de ser colocado pela sigla como um nome viável, o deputado federal Wadson Ribeiro (PCdoB) afirmou que aguarda por um posicionamento e uma possível filiação de Duque. O ex-reitor, entretanto, não confirma acerto com a legenda. “É um partido que sou simpático. Sempre tive contato com suas lideranças, assim como líderes de outras legendas. Fico feliz, mas vou conversar com outros partidos.”

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Políticos tradicionais na disputa

Do quinteto de outsiders especulados nos bastidores da política local, o único a descartar abertamente a possibilidade no momento é Hugo Borges. Apesar de admitir as sondagens e os convites de algumas legendas, o anestesiologista afirmou que seu compromisso é com os resultados da cooperativa de trabalho médico que comanda na cidade e com a consolidação do hospital da Unimed, em construção no Bairro Salvaterra, e que deve entrar em operação em 2017. O médico já foi filiado ao PPS e garante que, no momento, não deseja se associar a qualquer legenda, defendendo esforços suprapartidários em busca da solução de problemas observados na área da saúde em Juiz de Fora e região.

Pesquisas à parte, entre os nomes com bagagem na política tradicional também existem muitas especulações. A candidatura de Bruno Siqueira à reeleição é considerada pule de dez, apesar de o prefeito repetir recorrentemente que o anseio de momento é o de manter o foco no exercício de seu mandato. Outro considerado certo na disputa por muitos é o deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), que já estaria articulando composições nos bastidores. Pelo PT, o quadro mais forte segue sendo o da deputada federal Margarida Salomão (PT). Contudo, o partido já trabalha com o nome do ex-reitor Renê Mattos, caso a parlamentar refute participar pela terceira vez da corrida pela PJF. Outros detentores recorrentemente colocados como possíveis postulantes são os de deputado Júlio Delgado, Antônio Jorge (PPS) e Lafayette Andrada (PSDB).

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