A pedido da comissão eleitoral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFJF, o Conselho de Centros e Diretórios Acadêmicos (Concada) se reúne hoje, às 18h, na Casa de Cultura da UFJF, para deliberar sobre os rumos do pleito deste ano, diante da suspeita de fraude no processo para a escolha da nova diretoria, realizado nos dias 5 e 6 deste mês. A denúncia vem sendo divulgada no Facebook por uma das chapas participantes. À Tribuna, a comissão eleitoral informou que a Concada vai definir se haverá uma nova eleição ou não. A decisão tomada através dos votos de representantes dos centros e diretórios acadêmicos, CAs e DAs, em atividade nos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares.
A eleição foi disputada por três grupos: “Podemos mais” (chapa 1); “Amanhã vai ser outro dia” (chapa 2); e “Tempos modernos” (chapa 3). A chapa 1 foi vencedora com 1.528 votos. Porém, desde o dia 22, circula na internet um vídeo publicado na página oficial da chapa 2, que aponta uma possível violação de uma urna disposta em uma sala na Faculdade de Economia, com base nas imagens registradas pela câmera do local. A desconfiança da suposta fraude se deu durante a contagem de votos na urna, que registrou diferença do número de votos contabilizados do total de assinaturas coletadas. Além disso, a chapa 2 afirma que a mesma urna foi aberta antes do horário definido para início da apuração.
Conforme a publicação da chapa 2 no Facebook, a câmera de segurança da Faculdade de Economia demonstra a ação de uma mesária, que estaria colocando cédulas numa caixa, aparentando ser a urna. Na hora, não havia votação no local e um outro mesário está na porta, observando toda a movimentação do lado de fora. Segundo o professor e diretor da Faculdade de Economia, Lourival Batista de Oliveira Júnior, as imagens foram cedidas ao DA da Economia, após os alunos enviarem à direção um ofício solicitando as mesmas. Em outra publicação, a chapa 2 denuncia mais uma suposta fraude: na lista de votação haveria o nome de uma estudante do curso de Comunicação Social que, na data do pleito, estava num intercâmbio em Portugal.
Depois da divulgação do ocorrido, as demais chapas se manifestaram por meio de suas páginas na rede social, emitindo posicionamento oficial. A chapa 3 classificou o processo eleitoral como “seriamente viciado” e que as denúncias não podem deixar de ser apuradas, sob pena de estar prejudicando toda a democracia da universidade. “Os fatos se tornam ainda mais absurdos, na medida em que ocorrem no ambiente acadêmico, onde se encontram pessoas totalmente instruídas e que deveriam, por óbvio, assumir um compromisso permanente com a ética na política estudantil”, diz a nota de repúdio.
A chapa 1, por sua vez, disse em nota que as “denúncias apresentadas pela chapa adversária devem ser averiguadas e apreciadas pela comissão eleitoral, no sentido de garantir que o processo seja legítimo”. Além disso, afirmou que os mesários envolvidos nas denúncias eram voluntários e que “em nenhum momento houve orientação da chapa para que qualquer mesário indicado pela mesma fizesse alguma prática desse tipo”.
