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Câmara aprova adoção de praças por empresas

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A última reunião ordinária de outubro foi marcada por discussões entre vereadores de oposição e da base do Governo Bruno Siqueira (PMDB). A troca de farpas ocorreu durante a apreciação do projeto de lei complementar que prevê a adoção de praças públicas e áreas verdes pela iniciativa privada. De autoria de Chico Evangelista (PROS,) a peça foi aprovada com os votos contrários da bancada petista. Roberto Cupolillo (Betão, PT) chegou a dizer que a proposta significa uma privatização do espaço público. Sem falar em nomes, Wanderson Castelar (PT) disse que a matéria é direcionada, atendendo aos interesses de um empresário específico.

Os desentendimentos começaram já nos trâmites regimentais. Almejando adiar a votação, os petistas consideraram que o presidente Rodrigo Mattos (PSDB) acelerou o processo de discussão, o que foi negado pelo tucano. Betão chegou a insinuar que os vereadores estariam votando o projeto sem conhecer as emendas apresentadas por Chico. Em resposta, Julio Gasparette (PMDB) lembrou que, quando da apresentação das emendas – incluindo a que permite a comercialização de bebidas alcoólicas, item vedado no projeto original -, o autor discursou sobre o teor dos dispositivos.

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Após a votação, os bate-bocas não cessaram. Chico afirmou que os petistas não sabiam perder e desconsiderou as insinuações de que estaria defendendo interesses de terceiros. “Nem imagino o que você (Castelar) está falando. A intenção do projeto é de ajudar a Prefeitura.” Castelar revidou e disse que o verdadeiro beneficiado será conhecido na regulamentação da legislação, taxando a base do Governo na Câmara e a Administração municipal de “balcão de negócios”.

Líder do Governo na Casa, Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) se disse estarrecido. “Respeite o prefeito, pois ele te respeita. Tanto que, vira e mexe, o senhor está no gabinete solicitando algo. É inadmissível vossa excelência falar em moral, caráter e honestidade, enquanto seu partido está transformando o país em um caos.” Betão revidou o ataque, colocando o Executivo novamente na berlinda. “A base não consegue defender o prefeito de uma situação sequer. Em qualquer crítica, recorrem a acusações ao Governo federal.”

A matéria retorna à pauta em novembro, em terceira discussão, apenas para ajuste em sua redação.

Novo feriado

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Outro tema polêmico discutido ontem foi a proposta de Betão que pretende instituir feriado municipal no dia 20 de novembro, em alusão à morte do líder negro Zumbi dos Palmares. Diante de um plenário cheio, com representantes de representantes de movimentos sociais – favoráveis à proposta – e de comerciantes – contrários -, a votação foi adiada pela nona vez, após pedido de vista do vereador Cido Reis (PPS). Agora, o assunto só volta a ser tratado em novembro.

Por outro lado, a Câmara aprovou proposição com temática parecida, que institui “Dia Municipal da Mulher Negra Cirene Candanda”, conforme defende dispositivo apresentado por Léo de Oliveira (PMN).

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