Com a aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por seis votos a favor e apenas um contra, na última terça-feira, o Partido Social Democrático (PSD) passa a existir oficialmente como legenda partidária. A nova sigla inicia agora uma corrida por filiações em todo o país para tentar emplacar candidaturas já nas eleições de 2012. O prazo para que futuros candidatos se filiem termina na próxima semana. Em Juiz de Fora, o PSD possui comissão provisória e pode ganhar um vereador. Luiz Carlos, atualmente no PTC, não descartar migrar para o novo partido. O problema é a escassez de tempo para formar uma chapa viável. Vamos conversar ainda com as lideranças estaduais do PSD, mas o convite existe e estamos analisando. O vereador foi convidado pelo seu irmão, deputado Wilson Batista (ex-PSL), que deve comandar a nova legenda na Zona da Mata.
Disputa municipal
De acordo com o deputado, a proposta é fortalecer ainda mais o PSD nas eleições do próximo ano. Ele informou que, até agora, conseguiu formar cerca de 70 comissões provisórias na região. Estamos nos preparando para a disputa municipal. Temos filiações de prefeitos e vereadores que vão buscar a reeleição já pelo PSD. Em Minas, o registro do partido foi deferido pelo desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na primeira semana de setembro. Uma semana depois foram feitos pedidos de criação de 53 diretórios municipais e do diretório estadual. Liderado pelo prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD nasce com 40 deputados federais em exercício, o que representa a sexta maior bancada da Câmara dos Deputados, ao lado do PP.
Com a criação do novo partido, o DEM perde 17 dos 44 deputados em atividade, ficando com uma bancada de 27. Maior alvo do PSD, o DEM cai um ponto no ranking de bancadas, passando de sexta para sétima maior da Casa. Oficialmente, o PSD tem 43 deputados eleitos e mais quatro suplentes. Mas sete de seus titulares estão licenciados para ocupar cargos de secretários em seus estados. Por isso, na atual configuração da Câmara, ele fica com 40 deputados federais em exercício.
Como principal bandeira, Kassab defendeu uma assembleia nacional constituinte exclusiva em 2014. A questão de centro é ideológica. Está desvinculada da relação do apoio ou não ao Governo. Em relação ao Governo federal, a nossa posição será de independência. Independência para que os parlamentares que se somaram a esse partido e tenham já sua posição, alguns a favor, outros contra, continuem tendo essa liberdade. Não teria sentido, seria uma incoerência, para um partido que quer inovar, que quer ser diferente, disse, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo.
