
Conforme mostrou a Tribuna em matéria publicada nesta terça-feira (29), o Aeroporto Regional da Zona da Mata, em Goianá, registrou quedas de 38% no fluxo de passageiros e de 50% na quantidade de voos operados no primeiro semestre de 2025, indo na contramão do crescimento histórico da aviação civil no país, que teve alta de 10% no mesmo período.
Na tentativa de reverter esse cenário e pressionar por melhorias na malha aérea regional, prefeitos e representantes de diversos municípios da Zona da Mata se reuniram em plenária realizada nessa segunda-feira (29) no gabinete da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). O encontro deu continuidade à articulação iniciada em abril, e teve como principal pauta a qualificação da oferta de voos no Aeroporto Itamar Franco.
“Esta nova reunião é uma prestação de contas quanto ao retorno que obtivemos junto ao Governo federal. Encontramos apoio à nossa pauta. Mas ainda temos desafios a superar nesse momento, de fazer com que as companhias aéreas estejam cientes de nossas necessidades”, afirmou a prefeita em nota divulgada à imprensa.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic), Ignacio Delgado, o diálogo com as companhias Azul e Gol já foi iniciado, e o objetivo agora é ampliar a interlocução com apoio dos demais municípios da região.
Para tanto, foram criadas comissões regionais que atuarão junto às empresas e ao Governo do Estado. Na interlocução com a Gol, participarão os prefeitos de Rio Preto, Argirita e Viçosa. Já no contato com a Azul, os municípios de Viçosa, Rio Novo e Goianá serão os representantes. Além disso, os prefeitos de Rio Preto, Rio Novo e Viçosa também formam um grupo de articulação com o Estado para reivindicar melhorias nas estradas de acesso ao terminal aéreo.
Uma nova reunião entre os gestores está prevista para acontecer nos próximos dois meses. Segundo a PJF, o movimento é mais um capítulo da tentativa de frear o esvaziamento do Aeroporto Regional e garantir que a Zona da Mata volte a figurar no mapa estratégico da aviação civil brasileira.
