Os técnico-administrativos da UFJF retomaram a greve ontem, por tempo indeterminado, após decisão tomada em assembleia realizada pela manhã. O movimento havia sido interrompido no dia 13 de julho, por orientação do comando nacional de greve, para que a categoria avançasse nas negociações com o Governo federal. Os servidores estavam parados desde 8 de junho. De acordo com o coordenador geral do Sintufejuf, Paulo Dimas, a nova interrupção dos trabalhos se deve à falta de avanço na discussão da pauta reivindicatória. Na última reunião com diversas entidades representativas dos servidores, realizada em Brasília no dia 21, o Governo não apresentou qualquer proposta para as reivindicações da classe.
De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), Paulo Dimas, além da UFJF, outras 12 universidades devem retomar a greve nos próximos dias. Optamos por seguir a orientação do comando e paramos hoje (ontem) mesmo, já que o Governo não se manifestou em relação às reivindicações. Ao todo, funcionários de 40 instituições estão de braços cruzados.Não temos nem uma proposta de reajuste para o ano que vem. O reitor Henrique Duque foi comunicado pessoalmente sobre a volta do movimento, e manifestou apoio à categoria, afirma Dimas.
Com a interrupção dos trabalhos, a Central de Atendimento foi fechada, recebendo apenas pedidos autorizados previamente pelo comando local de greve. Já os veículos da UFJF estão parados, circulando apenas em situações essenciais, como é o caso de ambulâncias e carros de vigilância e manutenção. Os restaurantes universitários (RUs)- que já não funcionam em período de férias – continuarão sem atender à comunidade universitária a partir de segunda. A unidade do Centro ficará aberta até sábado, apenas para atender os participantes do Festival Internacional de Música Colonial e Antiga do Pró-Música. As duas unidades do Hospital Universitário (HU) – Dom Bosco e Santa Catarina – reduzirão o atendimento a 30% do habitual. Apenas os serviços emergenciais não serão afetados.
Ainda de acordo com Paulo Dimas, o impacto da greve em alguns setores da instituição só será sentido com o retorno das aulas, no dia 8 de agosto. No período de férias, a maior parte da universidade continua funcionando, e os servidores trabalhando. Mas a greve acaba ganhando mais visibilidade com a volta dos alunos, que passam a não ter acesso a laboratórios de pesquisa, bibliotecas setoriais e o próprio RU. Na próxima terça-feira, os servidores voltam a se reunir em assembleia, no RU do Centro, às 9h.
