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Professores do estado mantêm greve

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Os trabalhadores da rede estadual de educação de Minas decidiram, em assembleia realizada ontem, em Belo Horizonte, manter o movimento de greve por tempo indeterminado. Eles fizeram um abraço simbólico aos prédios da Assembleia de Minas e do Ministério Público. Essas atividades são para lembrar as esses poderes que eles precisam se manifestar e cobrar o cumprimento do piso, afirmou a coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira. A categoria cobra do Governo a regulamentação do piso salarial profissional nacional (PSPN), que hoje é de R$ 1.597,87, para 24 horas semanais, para nível médio escolaridade. No estado, segundo o Sind-UTE, paga-se atualmente o piso de R$ 369.

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Em entrevista, a secretária do Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, explicou que o Governo de Minas paga o PSPN por meio do sistema de remuneração por subsídio. Ela informou ainda que o valor do piso nacional é de R$ 1.187 para uma jornada de trabalho de, no máximo, 40 horas. Em Minas, a remuneração inicial no sistema de subsídio para um professor com formação em nível médio é de R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais de trabalho. A secretária condicionou a retomada das negociações ao retorno da categoria às salas de aulas. Segundo ela, as faltas estão sendo apuradas e não haverá pagamento de antecipado dos dias parados.

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