Mesmo com as negociações com os sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), dos Médicos e dos Engenheiros (Senge) ainda em andamento, a Prefeitura de Juiz de Fora encaminhou nesta terça-feira (28) para a Câmara Municipal proposta de reajuste do funcionalismo de 6,5% com base no IPCA do período de maio de 2012 a abril de 2013. A matéria, que deve ser avaliada somente na segunda quinzena de junho, quando os vereadores retomarão as sessões ordinárias, contempla, além do índice, apenas as deliberações do acordo firmado com o Sindicato dos Professores (Sinpro). Os docentes terão abono de 4,63% referente ao período de janeiro a abril de 2013, além de 10% de reajuste do Adicional Anual de Incentivo ao Magistério. O presidente do Legislativo, vereador Julio Gasparette (PMDB), pediu aos membros das comissões para darem seus pareceres sobre a proposta durante o recesso para agilizar a votação.
O secretário de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, disse que o envio da proposta de reajuste do funcionalismo com base no IPCA à Câmara foi comunicado às direções sindicais na semana passada. Segundo ele, como o Sinpro já havia aprovado o índice, não seria justo prejudicar uma categoria em detrimento das demais. "Não seria razoável prejudicá-los." Ainda assim, o secretário considerou que, como não havia nenhuma possibilidade de praticar percentual de reajuste maior, as negociações devem continuar envolvendo outros pontos da pauta. "Havendo necessidade, podemos enviar uma nova lei para a Câmara contemplando outras demandas."
O Sinserpu tratou a decisão da Prefeitura como temerária. "Conversamos hoje (terça) por cerca de duas horas e não falaram nada. Quando nos avisaram dessa possibilidade, na semana passada, pedimos para esperar até nossa assembleia, que acabou rejeitando a proposta. Vamos conversar agora para ver como vai ficar, mas isso pode se tornar um complicador", avaliou o diretor financeiro da entidade, Antônio Carlos de Sant’Ana. A categoria tem nova assembleia marcada para a próxima semana.
Na última assembleia, os servidores públicos municipais consideraram o percentual de 6,5% muito aquém da reivindicação inicial de 10% de ganho real, além da correção inflacionária. Além do índice de reajuste, considerado baixo, a maioria dos trabalhadores discordou também da proposta de correção do tíquete-refeição de 12,9%. Com o novo percentual, o benefício seria elevado para R$ 140. A proposta da categoria prevê elevação para R$ 150 e mudanças na forma de pagamento. Atualmente, metade do tíquete é pago de acordo com a assiduidade do servidor. Quanto a isso, a Prefeitura havia proposto algumas mudanças, como maior tolerância na aceitação de atestados médicos.
